31 garimpos são fechados em 15 dias na operação Amazônia Viva

Semas divulgou o balanço da quinta fase da operação de combate a crimes contra o meio ambiente
Foto: Ascom Semas

A Operação Amazônia Viva – Fase 5 divulgou um balanço das ações concluídas no último dia 7.  O balanço da operação revela números que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) considera históricos. A área total embargada e colocada em proteção, é de 5.220 hectares, o equivalente ao tamanho da cidade de Santos, no litoral paulista.

A quinta fase da Operação Amazônia Viva começou no dia 20 de outubro e foi até o dia 7 de novembro. O trabalho da Força Estadual de Combate ao Desmatamento teve seis frentes de trabalho nos municípios de Senador José Porfírio, Moju, Tailândia, Pacajá, Novo Progresso e São Félix do Xingu, que cobrem no total, uma região que abrange 15 municípios.

Foram apreendidos 14 veículos, 24 motosserras e 746 metros cúbicos de madeira. Além disso, 10 pessoas foram presas, 17 acampamentos de desmatadores foram destruídos e 31 garimpos clandestinos foram interditados. Nos dias em que as equipes integradas estiveram em campo, o Pará registrou queda de 70% no desmatamento, comparado ao mesmo período do ano passado. Essas informações são geradas com base nos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

“Um resultado histórico para o Estado do Pará, que vinha com uma média anual de dois garimpos interditados. Desde o início deste ano, já tínhamos fechado seis garimpos ilegais e nessa fase da operação conseguimos, em 15 dias, acabar a atividade ilegal em 31 garimpos”, comemora o Diretor de Fiscalização da Semas e Coordenador da Operação, Rayrton Carneiro.

Na Vila Canopos, que fica dentro da Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, há 300 km de São Félix do Xingu, a equipe enfrentou uma manifestação da comunidade local, que fez uma barricada e ateou fogo a uma ponte de acesso à vila para impedir a passagem da fiscalização. “O local é uma vila de garimpeiros que vive em torno dessa extração ilegal de minério e por isso alguns moradores tentaram impedir o trabalho dos fiscais, mas ninguém se machucou e o trabalho foi feito”, acrescenta Rayrton.

Foto: Ascom Semas

Semas aponta que este é o caminho certo na prevenção de crimes ambientais

“Esses números demonstram que estamos no caminho certo e nos enchem de motivação na busca pelos caminhos para o desenvolvimento sustentável com a estratégia ampla de manter fiscalização constante, aliada aos incentivos à produção rural, para aqueles que querem manter as boas práticas ambientais. Esse é o principal objetivo do Plano Estadual Amazônia Agora, do qual faz parte a operação”, complementa o Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Mauro O´de Almeida.

A Operação Amazônia Viva faz parte do pilar de Comando e Controle do Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA), coordenado pela Semas. A macroestratégia inclui, além da repressão aos crimes ambientais, ações de incentivo ao desenvolvimento sustentável no campo como: apoio técnico aos produtores rurais, regularização fundiária e ambiental e linhas de crédito direcionadas a quem mantém boas práticas ambientais.


“A ideia é manter a Operação Amazônia Viva de maneira constante. Uma vez por mês, os fiscais vão a campo, para manter a vigilância em áreas mais sensíveis em relação aos crimes ambientais que destroem a floresta paraense, por isso, não vamos parar até o fim do primeiro semestre de 2021”, conclui o titular da Semas, Mauro O`de Almeida.

(Fonte: Semas, com edição da Redação Fato Regional)

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