Ourilândia: 48 horas depois, Arthur Neves, suspeito de matar Lorrayne Martins, se apresenta à polícia, é liberado e deve ser indiciado por feminicídio

Arthur Henrique Silva Neves compareceu à Delegacia de Polícia Civil acompanhado de advogado, permaneceu em silêncio durante o interrogatório e foi liberado para responder ao processo em liberdade após o fim do período de flagrante; investigação segue com coleta de depoimentos e novas provas
Arthur Henrique Silva Neves é apontado como autor do crime ocorrido durante uma confraternização na zona rural de Ourilândia (Foto: Reprodução / Arquivo do Fato Regional)

Dois dias após a morte de Lorrayne Martins Alencar, o principal suspeito do crime se apresentou à Polícia Civil de Ourilândia, no sul do Pará, nesta terça-feira (14). Arthur Henrique Silva Neves compareceu à delegacia acompanhado de um advogado e permaneceu em silêncio durante o interrogatório.

Segundo a Polícia Civil, como já havia passado o período de flagrante, o suspeito foi liberado e deverá responder ao processo em liberdade. O delegado responsável pelo caso informou que as investigações continuam, com a coleta de novos depoimentos e outros elementos que devem auxiliar na conclusão do inquérito policial, que será encaminhado ao Ministério Público.

Arthur deve ser indiciado por feminicídio pela morte de Lorrayne, que ocorreu no fim da tarde de domingo (12), durante uma confraternização no Projeto de Assentamento Maria Preta, na zona rural do município.

De acordo com informações repassadas por testemunhas à polícia, o casal havia se conhecido recentemente e estava no evento quando iniciou uma discussão. A briga teria evoluído para agressões e, segundo testemunhas, Arthur teria utilizado uma faca para atingir Lorrayne na região do peito. Após o crime, ele fugiu do local. A vítima ainda chegou a ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do hospital.

Após o crime, equipes da Polícia Civil e do 36º Batalhão da Polícia Militar realizaram buscas para localizar o suspeito. Com a apresentação espontânea, a polícia agora concentra os trabalhos na apuração da dinâmica do caso e na reunião de provas para o indiciamento.

O Fato Regional só trabalha com informações oficiais — repassadas por policiais e autoridades públicas ou que constem em boletins e registros oficiais de ocorrência —, respeitando o princípio da presunção de inocência. O espaço para a defesa de qualquer pessoa citada em casos policiais, se os advogados ou envolvidos acharem conveniente manifestar-se, sempre será garantido, com amplo direito ao contraditório.


(Da Redação do Fato Regional)

Siga o Fato Regional no Facebook, no Instagram e no nosso canal no WhatsApp!


Leia mais

Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.