Velório no Pará marca luto oficial de 3 dias pela morte da Irmã Henriqueta

Ativista e símbolo da luta contra a exploração sexual infantil no Marajó, Irmã Henriqueta morreu em um acidente na Paraíba; corpo será velado na Alepa antes de seguir para Soure.
Velório da irmã Henriqueta marca o início do luto oficial de três dias decretado pelo Governo do Pará pela morte da ativista e defensora dos direitos humanos. (Foto: Redes de Henriqueta)

O Governo do Pará decretou luto oficial de três dias pela morte da irmã Marie Henriqueta Ferreira Cavalcante, ativista reconhecida nacionalmente pela luta contra o tráfico humano e a exploração sexual de crianças e adolescentes no arquipélago do Marajó.

Ela morreu na noite de sábado (10), em um acidente de carro na BR-230, no estado da Paraíba.

Em nota publicada nas redes sociais, o governador Helder Barbalho manifestou profundo pesar pelo falecimento da religiosa, destacando sua trajetória de coragem e compromisso com a defesa dos direitos humanos.

O corpo da irmã Henriqueta chegou ao Pará na noite deste domingo (11), em aeronave do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp), ligado à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup). O velório ocorre na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), em Belém.

Na manhã desta segunda-feira (12), por volta das 8h, o corpo seguirá novamente em avião do Graesp para o município de Soure, no Marajó. No local, será celebrada uma missa presidida por dom Ionilton, bispo da Prelazia do Marajó, antes do sepultamento.

O acidente

A religiosa estava em um veículo que capotou na BR-230, no distrito de Galante, em Campina Grande (PB). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), quatro pessoas ocupavam o carro, e a irmã Henriqueta, que estava no banco traseiro, foi a única vítima fatal.

Os demais ocupantes, entre eles um policial federal, foram socorridos e levados ao Hospital de Trauma de Campina Grande. Segundo a unidade de saúde, todos receberam atendimento e já tiveram alta.

Defensora dos direitos humanos

Presidente do Instituto de Direitos Humanos Dom José Luis Azcona, irmã Henriqueta era uma das principais vozes no combate ao tráfico humano e à exploração sexual infantil no Marajó.

Em novembro de 2025, foi uma das homenageadas na edição especial Amazônia do prêmio “Mulheres Inspiradoras do Ano”.

Atuando como defensora de direitos humanos desde 2009, ela sofreu ameaças de morte ao longo de sua trajetória e estava incluída no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos há mais de dez anos. Em nota, o Instituto Dom Azcona lamentou a perda e destacou o legado de fé, coragem e compromisso deixado pela religiosa.


(Da Redação do Fato Regional).

 

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