Em 2026, o cenário da dengue apresenta realidades distintas entre o Pará e São Paulo.
No Pará, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informou que, até 19 de janeiro de 2026, foram registrados 31 casos de dengue no estado, sem nenhum óbito.
Embora o número seja inicial, a pasta reforça a necessidade de vigilância e prevenção para evitar o avanço da doença ao longo do período de maior incidência.
A Sespa alerta a população para intensificar os cuidados contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e também de chikungunya, zika, febre de Mayaro e febre amarela.
Entre as medidas recomendadas estão manter reservatórios de água fechados, eliminar focos de água parada, descartar corretamente o lixo e adotar práticas que impeçam a proliferação do vetor.
No campo da imunização, 89 municípios paraenses já receberam doses da vacina contra a dengue, voltadas para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, conforme orientação do Ministério da Saúde. A ampliação da vacinação para outros municípios depende de novas definições do governo federal.
Já em São Paulo, o quadro de 2026 é mais preocupante. A Secretaria Estadual de Saúde confirmou a primeira morte por dengue no estado neste ano, registrada na cidade de Nova Guataporanga, no Oeste paulista.
Além disso, São Paulo já contabiliza 971 casos confirmados de dengue em 2026 e 3.389 em investigação, com três casos graves registrados até o momento. As regiões de Araçatuba e Presidente Prudente lideram as taxas de incidência no estado.
No panorama nacional, o Ministério da Saúde aponta que o Brasil soma 9.667 casos prováveis de dengue em 2026, com três óbitos ainda em investigação.
Em comparação, 2025 foi um ano crítico, com mais de 1,6 milhão de casos prováveis e 1.780 mortes no país.
(CLEIDE MAGALHÃES, da Redação do Fato Regional)
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