Em Ourilândia do Norte, PF e Funai fecham garimpos durante operação na Terra Indígena Kayapó

Essa foi a quarta fase da operação 'Rio Fresco', que tem como objetivo combater o garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó, uma das maiores áreas de povos tradicionais do Sul do Pará e constantemente alvo de exploração ilegal de recursos. Foram destruídos acampamentos e equipamentos. Segundo a PF, os responsáveis pela atividade criminosa foram identificados e serão responsabilizados.
Os policiais federais e agentes do Ibama têm feito reiteradas ações contra garimpos ilegais nas terras indígenas do Pará (Foto: Polícia Federal)

A Polícia Federal, com apoio da da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), deflagrou a 4ª fase da operação “Rio Fresco” para combater o garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó. A ação ocorreu às margens do rio que dá nome à ação policial, no município de Ourilândia do Norte, região Sul do Pará. Os primeiros resultados foram divulgados durante o final de semana, com atualizações nesta segunda-feira (9).

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“Durante a ação, foram localizadas duas dragas em funcionamento no leito do rio Fresco, utilizadas na atividade de garimpo ilegal. Os equipamentos foram destruídos no local e os responsáveis foram identificados. Na sequência, foi constatado um garimpo ilegal às margens do rio, onde foram destruídos um acampamento, motores e uma escavadeira hidráulica. No local, também foram apreendidos aparelhos celulares e uma arma de fogo do tipo pistola, calibre 9 milímetros”, informou a PF, por nota.

Durante a 4ª fase da operação “Rio Fresco”, a PF e o Ibama destruíram acampamentos e equipamentos utilizados no garimpo ilegal (Foto: Polícia Federal)

A corporação federal justificou, na nota, que como era impossível o acesso terrestre com viaturas, as equipes realizaram o deslocamento por meio de embarcação. Por essa razão, alguns equipamentos foram destruídos e não apreendidos. “As investigações agora continuam para identificar quem são os responsáveis pelo financiamento da atividade. Eles podem responder por crimes ambientais e por usurpação de terras públicas”, concluiu a PF.


(Da Redação do Fato Regional)

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