Seis pessoas foram presas, na manhã desta terça-feira (10), durante a operação “Contragolpe”, deflagrada pela Polícia Civil do Pará. Entre os presos estão o vereador Marcelo Moreira dos Santos (Marcelinho Legalizações, do PV de Castanhal) e um servidor do Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran-PA). A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa interestadual especializada em fraudes a seguradoras de veículos. Além dos mandados de prisão, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, também em Goiás e em Minas Gerais.
Foram apreendidos veículos, documentos, celulares, joias, arma de fogo e outros objetos, como cédulas falsas utilizadas por um dos investigados para exibir em vídeos nas redes sociais. Os mandados foram cumpridos nos municípios de Belém, Castanhal e Santa Maria do Pará, e ainda em Belo Horizonte (MG) e Goiânia (GO), com apoio das polícias de cada estado. As investigações da Polícia Civil do Pará apontam que os prejuízos chegam a pelo menos R$ 10 milhões e podem ter afetado múltiplas seguradoras vítimas das fraudes.
“As investigações iniciaram a partir de boletins de ocorrência registrados por dezenas de vítimas no Pará e em outros estados, comunicando o furto ou roubo de seus carros, o que não era verdade. Diante disso, verificamos que cada veículo objeto de falsa comunicação de crime havia sido coberto por seguro dois ou três meses anteriores ao fato, momento em que foi possível constatar que se tratava de estelionato, tendo por vítimas as seguradoras. Além das prisões e apreensões, foi realizado o bloqueio de bens, no total de R$ 4 milhões, nas contas dos alvos da Operação”, informou o delegado Lincoln Vruck, titular da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DRFRVA).
Veja os nomes dos presos na operação “Contragolpe”
- Carlos Alexandre Rodrigues da Cunha, conhecido como “Nemzão”
- Lucas Xavier Lima
- Marcelo Moreira dos Santos, vereador “Marcelinho Legalizações” (PV-PA)
- Odair De Nazaré da Silva Santos
- Pedro Antônio Cardoso Ferraz
- Victor Eduardo Lopes Rocha Corrêa
Pelas investigações da Polícia Civil, quatro pessoas de Minas Gerais fraudavam documentações e faziam a comunicação criminosa de furto/roubo, abertura de contas falsas em nome dos proprietários dos carros e acionamento do seguro, recebendo os valores indevidos. Após esses procedimentos, outra pessoa coletava os documentos dos proprietários e as carteiras de habilitação que seriam fraudados para consumação do golpe.
“Além disso, a mesma associação criminosa adquiria sucatas de carros com perda total ou carbonizados, e transferia para o próprio nome mediante pagamento de valores indevidos a um funcionário do Detran, que atua na Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Igarapé-Açu (nordeste paraense) e tinha o papel de formalizar criminosamente a transferência de sucatas, para que fossem falsamente comunicados como objeto de furto/roubo, e ensejasse o pagamento de indenizações aos estelionatários”, contou o delegado Augusto Potiguar, titular da DRCO.
Os suspeitos presos já estão à disposição do Poder Judiciário. Eles vão responder por estelionato qualificado, associação criminosa e falsidade ideológica. O Detran-PA acompanha a investigação e informa que já afastou das funções o servidor envolvido no caso, enquanto a Corregedoria do órgão apura os fatos com rigor.
Veja mais imagens da operação “Contragolpe”:
O Fato Regional só trabalha com informações oficiais — repassadas por policiais e autoridades públicas ou que constem em boletins e registros oficiais de ocorrência —, respeitando o princípio da presunção de inocência. O espaço para a defesa de qualquer pessoa citada em casos policiais, se os advogados ou envolvidos acharem conveniente manifestar-se, sempre será garantido, com amplo direito ao contraditório.
(Da Redação do Fato Regional)
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