Gustavo dos Santos Mendes foi preso no Espírito Santo, sob a acusação de estupro de vulnerável, sequestro e cárcere privado qualificado ocorrido no ano passado, em Xinguara, no Sul do Pará. Havia um mandado de prisão contra ele, cumprido na última terça-feira (3), numa ação da Polícia Penal do Espírito Santo (PPES), com apoio da Polícia Civil do Pará. Ele estava vivendo com a jovem que havia supostamente raptado enquanto ela ainda era adolescente. Atualmente, a moça já tem 18 anos.
A PPES tomou conhecimento de que Gustavo estaria morando no Espírito Santo, através de relatos de outro foragido do Pará preso no estado. E então deu início às investigações para localizá-lo. Foram 20 dias de diligências até que ele foi preso na casa onde vivia com a moça e o pai dele, no bairro Balneário de Carapebus, município de Serra. Pelas investigações, ele já estava morando no outro estado há cerca de oito meses. O sequestro que está sendo investigado teria ocorrido após ele perceber que poderia ser preso em Xinguara, pelo estupro da então adolescente.
Em depoimento aos policiais, a jovem resgatada, segundo a imprensa do Espírito Santo, teria apresentado certa confusão nos relatos e dado informações contraditórias. O que chamou atenção dos agentes é que ela disse que tinha dificuldade de manter contato com a família em Xinguara, devido à falta de redes sociais. As investigações e escuta especializada darão mais informações sobre o caso.
No Pará, a Polícia Civil agora cuida dos procedimentos cabíveis para comunicar a família da jovem sobre as próximas medidas. Gustavo está à disposição do Poder Judiciário e deve ser transferido de volta ao estado, já que não há registro de novos crimes no Espírito Santo.
O Fato Regional só trabalha com informações oficiais — repassadas por policiais e autoridades públicas ou que constem em boletins e registros oficiais de ocorrência —, respeitando o princípio da presunção de inocência. O espaço para a defesa de qualquer pessoa citada em casos policiais, se os advogados ou envolvidos acharem conveniente manifestar-se, sempre será garantido, com amplo direito ao contraditório.
(Da Redação do Fato Regional)
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