O governo Lula (PT) zerou impostos federais sobre combustíveis, principalmente o diesel, criou uma subvenção e convidou governadores a zerarem o ICMS. Tudo para evitar os aumentos abusivos e especulativos que consumidores têm visto nas bombas. Mas como donos de postos seguem aplicando aumentos, com base em prejuízos que ainda não são tão graves no Brasil, culpando a guerra no Oriente Médio, a Polícia Federal foi acionada para investigar um movimento de cartel. E nesse cenário, uma categoria revoltada ameaça uma greve nacional: caminhoneiros. O movimento está sendo considerado por entidades como a Associação Brasileira de Veículos Automotores (Abrava) e Confederação Nacional de Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL).
Para lideranças de caminhoneiros, as medidas apresentadas pelo Governo Federal não surtiram efeito, já que o preço do diesel disparou em algumas regiões. Há relatos de gasolina e diesel chegando a R$ 9. Desde que a BR Distribuidora (agora Vibra Energia) foi vendida no governo de Jair Bolsonaro (PL), o Brasil perdeu medidas de controle estatal e regulação de preços. Há um movimento tímido no Congresso Nacional para reestatização. Logo após os anúncios de ações do governo Lula, a Petrobras anunciou um reajuste e as decisões foram esvaziadas. A greve começou a ser alertada.
Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente do Brasil, disse que não haveria motivos para que caminhoneiros entrassem em greve. Ele observou que não há como controlar a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que respondeu bloqueando uma rota por onde passam cerca de 20% de todo o petróleo do mundo. As medidas de governo local foram tomadas e a investigação da PF, ANP e órgãos de defesa do consumidor está em curso para apurar aumentos abusivos feitos pelos empresários.
Num ano eleitoral, o governo Lula tenta evitar a todo custo uma greve de caminhoneiros. Importante lembrar que, segundo a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), 65% da logística nacional é operada por caminhoneiros. Aumentos de combustível, sem justificativa técnica, consequentemente leva a um efeito cascata de aumentos de todos os preços, sobretudo de alimentos. Há outras pautas dos caminhoneiros dirigidas ao governo, mas o aumento do diesel virou uma faísca sobre barris de pólvora. A greve não tem data para começar. Pode ser a qualquer momento.
(Da Redação do Fato Regional)
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