O BioParque Vale Amazônia, na Serra dos Carajás, em Parauapebas, no Sudeste do Pará, ganhou um novo morador: um filhotinho de onça-pintada, com genética do cerrado, o sétimo registrado. O nascimento é considerado um marco para a conservação da espécie, que é ameaçada de extinção. Com isso, o espaço registra mais um passo importante para garantir a sobrevivência desse símbolo da biodiversidade brasileira. Tudo graças ao trabalho de reprodução da espécie conduzido pelos profissionais do parque. Atualmente, o BioParque abriga cerca de 360 animais de 67 espécies da fauna silvestre, entre aves, mamíferos e répteis, incluindo espécies raras ou ameaçadas de extinção.
A gestação da onça-pintada dura entre três e quatro meses. Em geral, resulta no nascimento de até dois filhotes. Nos últimos doze anos, o BioParque Vale Amazônia contabiliza sete nascimentos. Em 2014, vieram ao mundo Thor e Pandora (genética amazônica); dois anos depois nasceram as irmãs Sheila e Leila (onças-pintadas melânicas de genética amazônica); e em 2022, o parque celebrou o nascimento de um casal de filhotes Rhudá e Rhuana (genética do cerrado). Agora, a chegada do filhote de onça macho do casal Marília e Zezé, de genética do cerrado, já integrados ao plantel do BioParque, reforça a trajetória de êxito da instituição na conservação da espécie.
A expectativa é que o filhote deixe a área interna do BioParque, onde recebe cuidados especiais por ser recém-nascido, e possa ser apresentada ao recinto ainda neste primeiro semestre. Ao atingir a fase adulta, a onça-pintada, que é o maior felino das Américas, pode chegar até 1,90 metro de comprimento e 80 centímetros de altura, podendo atingir 135 quilos. Nos últimos anos, o parque também foi pioneiro no Brasil ao reproduzir uma harpia em exibição e contribuiu com o Programa de Reintrodução das Ararajubas em Belém.
“O nascimento de um animal ameaçado de extinção reforça a importância de projetos de conservação da biodiversidade. No BioParque Vale Amazônia, o trabalho contínuo para garantir bem-estar físico e comportamental cria condições adequadas para a reprodução destas espécies. E é motivo de orgulho ver que esse esforço responsável tem gerado resultados concretos para a conservação da fauna brasileira”, afirma Nereston de Camargo, veterinário do BioParque Vale Amazônia.
Ao longo de quase 41 anos de história, o BioParque Vale Amazônia consolidou-se como um dos principais centros de pesquisa, conservação e educação sobre a fauna silvestre no Brasil. O espaço já registrou nascimentos de diversas espécies ameaçadas de extinção, como Ararajuba, Arara-Azul, Jacupiranga, Mutum-de-Penacho, Gavião-Real, Onça-Pintada (pelagem amarela e melânica), Onça-Parda, Queixada, Caititu, Guariba-de mãos-ruivas e Anta.

Estrutura e parcerias do BioParque em Parauapebas
O BioParque faz parte da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB) e atua com os Planos Nacionais de Conservação de Espécies Ameaçadas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além de seguir metas nacionais e internacionais voltadas à preservação da biodiversidade.
O espaço é parceiro de instituições governamentais como ICMBio e Ibama, recebendo animais oriundos de apreensões contra o tráfico de fauna silvestre. Conta ainda com uma equipe especializada formada por biólogos, veterinários, botânicos e analistas ambientais.
O cuidado diário também é destaque: uma equipe de tratadores se dedica à limpeza dos recintos e ao preparo da alimentação dos animais. Por mês, cerca de uma tonelada de alimentos é preparada conforme a dieta especial de cada espécie, incluindo frutas, carnes, peixes, ração e amêndoas.
(Da Redação do Fato Regional)
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