VÍDEO: IV Congresso Técnico do Simineral reforça potencial do Pará de se tornar o líder em mineração no Brasil

O IV Congresso Técnico do Simineral foi realizado em Belém, nos dias 15 e 16, reunindo mais de 40 empresas, instituições e órgãos públicos para o debate qualificado sobre o desenvolvimento da mineração na Amazônia e pautas de discussão global sobre a demanda por minérios
Mais de 40 empresas, instituições e órgãos públicos se reuniram no IV Congresso Técnico do Simineral para debater o futuro da Mineração na Amazônia (Foto: Victor Furtado / Fato Regional)

O Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará, nos dias 15 e 16, realizou o IV Congresso Técnico do Simineral. Mais de 40 empresas, instituições e órgãos públicos se reuniram para discutir temas importantes para o futuro da mineração na Amazônia. E um dos principais temas é que o Pará está cada vez mais próximo de sair do segundo lugar para se tornar o líder do setor, não só na produção, mas também na condução de um debate qualificado sobre a produção mineral.

O presidente executivo do Simineral, Emerson Rocha, junto ao secretário adjunto da Semas, Rodolpho Zahluth, num dos painéis do congresso (Foto: Victor Furtado / Fato Regional)

Durante o congresso, os participantes retomaram esse legado de compromissos da conferência global sobre o clima, organizaram os próximos passos e analisaram as condições para que o Pará se torne o líder da mineração brasileira, sobretudo por ser rico nos elementos chamados de Terras Raras, que estão no centro das demandas internacionais. Emerson Rocha, presidente executivo do Simineral, reforçou essa potencialidade do Pará assumir a liderança da produção de minérios e de pautar temas importantes para o setor. Também avaliou o cenário de novos empreendimentos no estado, investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação e a entrega de uma plataforma de dados e transparência do setor mineral, que é fruto da Carta Santarém.

Confira a entrevista de Emerson Rocha ao Fato Regional:

Ana Carolina Alves, vice-presidente do Conselho Diretor do Simineral, avalia que o futuro da mineração na Amazônia está ligado ao debate técnico e qualificado sobre o setor. Por essa razão, o IV Congresso Técnico do Simineral, representa um importante avanço no potencial de o Pará se tornar o líder da produção de minérios do Brasil. Na avaliação dela, a COP30 voltou os olhares do mundo em direção ao estado. O setor mineral pautou vários debates relacionados à transição energética justa e responsabilidades no enfrentamento à emergência climática. Agora, avalia, o setor precisa discutir a demanda global pelos minérios dos quais o Pará é rico, como atender à essa demanda e fazer mineração legal e sustentável.

Confira a entrevista de Ana Carolina Alves ao Fato Regional:

“A mineração é essencial. Ninguém vive sem minério, pois está em tudo que usamos. A mineração pautou temas importantes nos últimos anos, como descarbonização da indústria e transição energética justa. O Pará é segundo maior produtor mineral, mas está no rumo de se tornar o maior. As empresas do setor fizeram investimentos públicos para a COP30, projetos sociais, desenvolvimento dos municípios e assim constroem um legado para o estado. Só se pode trabalhar dialogando. Só se fala em terras raras e é importante para mostrar o que é esse tema e organizar para que nós lideremos esse debate”, declarou Anderson Baranov, presidente do Conselho Diretor do Simineral, na abertura do congresso.

Anderson Baranov, presidente do Conselho Diretor do Simineral (Foto: Victor Furtado / Fato Regional)

Mauro Bastos, titular da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), participou do Congresso Técnico do Simineral e concedeu entrevista exclusiva ao Fato Regional. Ele destacou a capacidade do estado de se tornar o líder da produção mineral do Brasil e importância do setor para a economia estadual e nacional. Para o secretário, a mineração no estado está ligada não só ao crescimento econômico do setor industrial. Está diretamente ligada ao desenvolvimento socioeconômico das regiões Sul e Sudeste do Pará, que compõem a maior província mineral do mundo. E são regiões ricas em minérios essenciais da demanda global, como os elementos de Terras Raras.

Assista à entrevista de Mauro Bastos ao Fato Regional:

“Mineração é a locomotiva do desenvolvimento industrial do Pará. Temos muito potencial pela capacidade produtiva, diálogo com comunidades, trabalho fortalecido com fornecedores e desenvolvimento de pequenos, médios e grandes projetos. O que se quer é agilizar com responsabilidade para que o setor seja indutor de economia sólida, próspera e sustentável”, comentou Alex Carvalho, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa).

Veja mais fotos do IV Congresso Técnico do Simineral:


(Da Redação do Fato Regional)

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