A pressão imposta por 14 povos indígenas do Sudeste do Pará teve um resultado: o Governo Federal anunciou que vai elaborar os projetos de criação de dois Distritos Sanitários Especiais Indígenas. Um será o DSEI Carajás (em Marabá) e o outro será o DSEI Tapajós (em Santarém), além da manutenção do DSEI Guatoc (em Belém). Foram 30 dias de mobilização das etnias até que uma reunião ocorreu em Brasília, na tarde desta terça-feira (5), com o Ministério da Saúde e Ministério dos Povos Indígenas.
As mobilizações reuniram povos como Xikrin, Gavião, Aikewara, Guajajara e outros da região Sudeste do Pará. Representantes das etnias estiveram em Brasília e foram atendidos pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha; pelo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; e pela presidenta da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Lucinha Tremembé. Enquanto uma comissão estava na capital federal, grupos organizavam protestos no estado, com bloqueios nas rodovias BR-222 e BR-153, além da ameaça a uma torre de transmissão de energia.
Veja o vídeo do ministro dos Povos Indígenas confirmando a vitória histórica:
“Durante o encontro, foi assumido o compromisso de trabalhar pela criação do DSEI Carajás, além de fortalecer e ajustar o documento técnico, garantindo mais peso e respaldo no processo de votação. No entanto, o processo ainda depende de etapas fundamentais: o orçamento e o pedido formal serão enviados ao Congresso Nacional, onde passarão por votação. A previsão é que isso aconteça até o mês de agosto, e somente após a aprovação será possível iniciar a implementação”, diz nota publicada pela Mídia Gavião, nas redes sociais.
Ainda na nota, o movimento reforça que “A criação do DSEI é essencial para melhorar o atendimento nas comunidades indígenas, principalmente nas regiões mais distantes, onde o acesso à saúde é limitado e a população tem crescido nos últimos anos. Esse avanço é resultado direto da força, da persistência e da organização coletiva dos povos indígenas, que seguem firmes na defesa de uma saúde mais digna, acessível e alinhada à realidade dos territórios. O DSEI Carajás não é apenas uma pauta — é um direito histórico de 14 povos que continuam mobilizados por respeito, autonomia e políticas públicas efetivas”.

(Da Redação do Fato Regional)
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