A Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar no Estado do Pará (Fetraf Pará) publicou uma nota em defesa do acampamento “Unidos Pela Fé”, de Ourilândia do Norte, contra as acusações de que estaria envolvido na ocupação de uma área da Vale Metais Básicos. A ocupação começou no dia 17 de fevereiro e ainda persiste, com algumas estruturas montadas. O acampamento segue todas as normas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), tem área delimitada e portaria. É diferente do grupo que promoveu a invasão à propriedade da mineradora.
As informações iniciais, divulgadas pelas polícias Civil e Militar, apontavam que a ocupação estaria ocorrendo “…na área do loteamento Capitão do Campo”. Esse era o antigo nome do atual acampamento “Unidos Pela Fé”, como explica uma das lideranças e representante das 450 famílias que residem em área pública, legalmente, na vicinal do Jeep e fora das propriedades da Vale Metais Básicos, em Ourilândia do Norte. Daí algumas pessoas confundiram os nomes e passaram a fazer acusações infundadas.

Cabe salientar que o Fato Regional nunca acusou nenhuma das famílias, lideranças ou organizações representativas do acampamento “Unidos Pela Fé”. Nenhum nome foi citado nas publicações anteriores. A representante do acampamento “Unidos Pela Fé” comentou, por telefone com a equipe de jornalismo, que a ocupação das áreas da Vale ocorreram a mais de 3 quilômetros de distância do acampamento e que possui uma liderança específica, que não faz parte do acampamento legalizado, e tem no meio pessoas de outros municípios.
Na nota publicada nas redes sociais, a Fetraf Pará assegura que nenhuma família vinculada à organização está envolvida no loteamento da propriedade da Vale Metais Básicos. A entidade também informa que “…orienta, permanentemente, as famílias a manterem a organização, a disciplina e o respeito à legalidade, aguardando os encaminhamentos dos órgãos competentes, especialmente o Incra, responsável pelo cadastro, vistoria e destinação regular das áreas para assentamento”.

“Nosso papel tem sido o de acompanhar, dialogar, realizar reuniões e orientar as famílias para que aguardem os trâmites institucionais, confiando no processo legal de acesso à terra. (…) Seguiremos firmes na defesa do nosso povo, com responsabilidade, organização e respeito à lei”, diz a nota da Fetraf Pará.

(Da Redação do Fato Regional)
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