Alexandre de Moraes autoriza Bolsonaro a cumprir pena em prisão domiciliar humanitária temporária

A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro terá prazo de 90 dias, a serem cumpridos a partir da alta médica. Após esse prazo, o ministro Alexandre de Moraes vai analisar laudos para decidir se o ex-presidente volta para o regime fechado na Papudinha.
O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado, mas ao receber alta, cumprirá prisão domiciliar por 90 dias, sob vigilância da PMDF, tornozeleira eletrônica e atendimento médico constante (Foto: Redes Sociais da família Bolsonaro)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que Jair Bolsonaro (PL) cumpra prisão domiciliar, em caráter humanitário e temporário. Será por um período de 90 dias, a contar da alta médica, mas sob vigilância da Polícia Militar do Distrito Federal e com uso de tornozeleira eletrônica. O ex-presidente segue internado para tratamento de uma broncopneumonia e até esta terça-feira (24), não havia previsão de alta.

Após o período de 90 dias, o estado de saúde de Bolsonaro deverá ser avaliado novamente para saber se ele seguirá em prisão domiciliar ou se retorna ao regime fechado na Papudinha. A decisão de Alexandre de Moraes se dá após um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), citando o estado de saúde fragilizado do ex-presidente e a idade. Foi determinado que ele siga tendo tratamento médico especializado constante.

“Demonstra que a concessão de prisão domiciliar humanitária temporária é a indicação mais razoável para a plena recuperação do custodiado e posterior realização de perícia médica para prorrogação do prazo se necessário”, declarou o ministro, no texto da decisão.

Além do monitoramento policial e uso de tornozeleira, Alexandre de Moraes deixou claro que a prisão domiciliar, em caráter humanitário, é focada na recuperação e saúde de Bolsonaro. Logo, ele não pode receber visitas políticas que não sejam da própria família. Também segue sendo proibido o uso de celulares, telefones, computadores ou quaisquer outros meios de comunicação. Com isso, diferente de como estava na Papudinha – onde recebeu 40 visitas de não-familiares -, o ex-presidente fica impedido de articulações políticas.

“Sim, eu CELEBRO as pequenas vitórias. Não me detenho nos detalhes do processo. Sou esposa e mãe, e clamei muito a Deus para que nos ajudasse, para que ele pudesse ir para casa e receber o cuidado necessário. O amanhã pertence a Deus. A justiça e o juízo estão nas mãos Dele. Seguirei cuidando do meu marido, como sempre fiz, com amor, resiliência, dedicação e fé. Antes de qualquer reação, lembremos: quem está longe de casa, longe da filha menor de idade e distante do próprio lar é ele”, disse Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente, nas redes sociais.


(Da Redação do Fato Regional)

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