Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), por enquanto, é o nome que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), escolheu para assumir o Ministério da Saúde. Ele aceitou. Com isso, Eduardo Pazuello será o terceiro ministro a deixar pasta. O processo de transição já começou nesta segunda-feira (15), após o anúncio de um balanço do general sobre as próprias ações à frente da saúde pública nacional.
A médica cardiologista Ludhmila Hajjar era uma das principais escolhas, até então, para assumir o ministério. Era favorita de Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados. Porém, em reunião neste domingo (14), no Planalto, ela e Bolsonaro se desentenderam após uma conversa que tinha a ver com alinhamento ideológico que análise técnica. O portal Poder 360 apurou que o presidente chegou a questionar Ludhmila de jeito pouco educado: “Você não vai fazer lockdown no Nordeste para me foder e eu depois perder a eleição, né?”.
Ludhmila é a favor de medidas de distanciamento mais rigorosas se necessário e preferiu não se posicionar diretamente sobre cloroquina e o “tratamento precoce”, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já afirmaram ser ineficaz.
Pazuello participou da reunião e teria dito, como apurou o Poder 360, que governadores estavam mentindo sobre a taxa de lotação de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e outras estatísticas. A médica não concordou.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) questionou a cardiologista sobre as opiniões a respeito de aborto e armas. Ela disse não ser simpática a armar a população. E não se manifestou sobre aborto. Ludhmila disse que teve o número de celular divulgado em diversos grupos de WhatsApp pelo Brasil, recebendo diversas mensagens ofensivas e, que foi perseguida em um hotel que estava hospedada. O convite então foi totalmente recusado.
(Da Redação Fato Regional, com informações do Poder 360)