Brasil ultrapassa 282 mil mortos por covid-19 em novo recorde de óbitos. Pará registra mais 72 vítimas.

Número de óbitos é o maior desde o início da pandemia. Taxa de ocupação de leitos do Pará segue acima de 81% e número de casos suspeitos em análise disparou: 2,5 mil
(Foto: Pedro Guerreiro / Agência Pará)

O Brasil registrou 2.842 mortes por covid-19 num período de 24h, como mostra o painel do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), nesta terça-feira (16). E ainda 74.595 novos casos em 24 horas. Com isso, o país tem um total de 11.594.204 casos positivos da doença letal do coronavírus SARS-CoV-2. O total de mortos é de 282.128. A taxa de letalidade nacional é de 2,4%. Rio Grande do Sul e São Paulo registraram recordes de mortes com mais de 500 cada. Esse é o maior registro de mortes em um período de 24 horas desde o início da pandemia, no ano passado.

Já o Pará chegou a 387.960 casos positivos de covid-19. O número estadual foi atualizado, na noite desta terça-feira, pela Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa). As informações oficiais são atualizadas pelo site oficial de monitoramento da Sespa. A taxa de ocupação de leitos de UTI adulta no estado é de 81,72%. O estado está sob toque de recolher e totalmente em bandeiramento vermelho (alerta máximo de risco de covid-19), com a região metropolitana de Belém em lockdown (bandeiramento preto).

O total de óbitos registrados neste último boletim epidemiológico foi de 72, sendo 42 casos recentes e 30 subnotificados. O número de mortos chegou agora a 9.499. A taxa de letalidade é de 2,45%, acima da média nacional. Segundo o Vacinômetro da Sespa, 265.568 pessoas receberam a primeira dose de vacina e 81.231 fizeram a segunda dose.

Do total de casos de covid-19, 361.711 se recuperaram, mas isso não deve representar tranquilidade ou minimizar o potencial destrutivo da covid-19. Os recuperados podem ficar com sequelas que podem durar semanas, meses ou até serem irreversíveis. Há 2.542 análises pendentes de casos suspeitos, uma marca altíssima e superior ao primeiro pico da pandemia, em março do ano passado. Por dia, são processadas de 50 a 200 análises.

A Sespa reforça que as prefeituras devem passar os números mais atualizados ao sistema da Secretaria, que é o órgão que vai nortear as decisões sobre a pandemia no Pará e necessita de dados atualizados. Há vários dados que não batem entre boletins municipais e o boletim estadual.

Ainda neste boletim, foram confirmados 2.424 casos, sendo 341 casos nos últimos sete dias e 2.083 em períodos anteriores, mas subnotificados por prefeituras. A média diária de novos casos, durante a semana, continua sendo de, aproximadamente, 150 casos, mas de forma recorrente a média tem sido superior. Desta vez, foi mais que o dobro da média.

Nos últimos sete dias, foram registrados 111 casos da doença na região Araguaia e 23 na região de Carajás. Em relação às subnotificações, foram 155 casos na Araguaia e 508 na Carajás. Não houve mortes na região Araguaia. Na região Carajás, houve 9 mortes recentes e 4 subnotificadas.


Todos os dados por cidade, gênero e idade podem ser conferidos no site oficial de monitoramento da doença, alimentado pela Sespa.

(Victor Furtado, da Redação Fato Regional, com informações da Sespa).

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