O ex-governador do Pará Helder Barbalho e o deputado estadual Chicão, ambos candidatos ao Senado pelo Pará, criticaram o reajuste das tarifas de energia elétrica da Equatorial e defenderam medidas contra o aumento dos custos para os consumidores do Estado. A manifestação ocorreu após a definição de novas tarifas para a distribuidora.
Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o reajuste aprovado para a Equatorial Pará tem efeito médio de 6,94%. Para consumidores residenciais, o índice é de 6,70%, enquanto os clientes de alta tensão terão impacto médio de 8,09%. A distribuidora atende cerca de 3,12 milhões de unidades consumidoras em 228 municípios paraenses.
No vídeo, Helder classificou o aumento como “absurdo” e afirmou que o Pará não deveria conviver com tarifas elevadas enquanto produz e exporta energia para outras regiões do país.
“Você, consumidor, você paraense, sabe que a gente paga uma das contas de luz mais caras do país”, afirmou.
Helder também anunciou que o Governo do Pará pretende recorrer judicialmente da decisão relacionada ao reajuste. Segundo ele, a discussão sobre o preço da energia será levada ao Senado a partir do próximo ano.
“Nós vamos continuar lutando. E nós vamos estar lá em Brasília a partir do ano que vem, para não permitir que continuem fazendo isso com os paraenses”, declarou.
Chicão defende atuação no Senado
Na mesma manifestação, Chicão reforçou as críticas e afirmou que a bancada paraense precisa atuar para discutir o custo da energia elétrica no Estado.
“É inconcebível que nós tenhamos duas grandes hidrelétricas nesse Estado e a nossa população passe por isso”, declarou.
O deputado defendeu uma atuação conjunta com Helder no Senado para tratar de questões relacionadas ao setor elétrico e aos impactos das tarifas para os consumidores paraenses.
“Nós estaremos juntos no Senado para ficar mais forte, o Pará ser mais forte no Senado da República para a gente resolver essas questões”, afirmou.
Reajuste aprovado pela ANEEL
A ANEEL aprovou as novas tarifas da Equatorial Pará em setembro. De acordo com a agência reguladora, os valores foram influenciados por custos de aquisição de energia, encargos setoriais e componentes financeiros. As novas tarifas passam a ser aplicadas após a publicação da decisão no Diário Oficial da União.
A discussão ocorre em meio à cobrança de uma bandeira tarifária amarela em setembro, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, conforme a ANEEL.

Da redação do Fato Regional
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