Caso José Arthur: Justiça libera vizinhos presos durante investigação do desaparecimento por falta de provas

Roselândio Castro de Almeida e Evandro Firmino da Silva tiveram a prisão temporária encerrada após 60 dias; investigações não encontraram provas que os liguem ao desaparecimento do menino
Investigados deixaram o sistema prisional após término do prazo da medida cautelar determinada pela Justiça (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

Os dois homens presos durante as investigações sobre o desaparecimento de José Arthur, de 1 ano e 9 meses, foram colocados em liberdade nesta semana por determinação da Justiça. A criança desapareceu no dia 26 de março deste ano, na Vila Peruana, localizada no Assentamento Lourival Santana, em Eldorado do Carajás. Ate hoje a criança não foi encontrada.

Roselândio Castro de Almeida e Evandro Firmino da Silva, vizinhos da família do menino, foram presos no dia 14 de abril e estavam cumprindo prisão temporária na Casa Penal de Parauapebas. Como o prazo de 60 dias da medida cautelar chegou ao fim, a Justiça foi obrigada a determinar a soltura dos investigados.

De acordo com informações repassadas pelo advogado da família de José Arthur, as investigações realizadas até o momento não encontraram provas que comprovassem, de fato, a participação dos dois homens em um possível sequestro da criança. Diante da falta de elementos que justificassem a manutenção das prisões, a Justiça decidiu pela liberação da dupla.

O desaparecimento de José Arthur ainda continua cercado de mistérios. Segundo a família, o menino brincava com outras crianças em frente à casa em que morava, às margens da BR-155, quando desapareceu. Desde então, uma força-tarefa formada pelas polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Marinha realizou buscas na região.

José Arthur desapareceu há mais de dois meses em Eldorado do Carajás e segue sem ser localizado (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

Durante as operações, foram utilizados cães farejadores, drones e até equipamentos de sonar para varreduras em rios, áreas de mata e estradas próximas. Apesar dos esforços, a criança segue desaparecida e o caso continua sendo investigado sob sigilo pelas autoridades.

A Polícia Civil pede, mesmo assim, que qualquer informação que possa ajudar a esclarecer o desaparecimento de José Arthur seja repassada às autoridades. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque-Denúncia, no telefone 181, ou diretamente à delegacia responsável pelo caso.

O Fato Regional só trabalha com informações oficiais — repassadas por policiais e autoridades públicas ou que constem em boletins e registros oficiais de ocorrência —, respeitando o princípio da presunção de inocência. O espaço para a defesa de qualquer pessoa citada em casos policiais, se os advogados ou envolvidos acharem conveniente manifestar-se, sempre será garantido, com amplo direito ao contraditório.


(Da Redação do Fato Regional)

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