Casos de assédio sexual na Ufra seguem sem resposta por parte da Justiça

Os autos do Inquérito Policial que apura os crimes de incitação ao estupro, racismo, difamação, injúria conta a comunidade LGBT, dentre outros delitos, que tem como vítimas quinzes estudantes da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), retornaram dia 16 de janeiro à Promotoria após cumprimento de diligências. Em fevereiro, o caso completará seis meses e, até o momento, segue sem respostas.

O processo havia sido devolvido ao Poder Judiciário no dia 02 de outubro com pedido de diligências a serem cumpridas pelas autoridades policiais.

Segundo o Ministério Público do Pará, o inquérito agora passará por análise pela Promotoria. O prazo legal para o MPPA se manifestar sobre o caso é de 15 dias.

O CASO

Na época das denúncias, a Polícia Civil, na fase das investigações, identificou a autoria de cinco alunos da instituição, acusados de terem praticado os crimes através de mensagens ofensivas em um grupo de WhatsApp. Nas mensagens, os acusados insinuavam que iriam cometer estupros contra alunas da instituição. Algumas das vítimas tiveram inclusive imagens nuas divulgadas nos grupos. Eles também escreveram mensagens com conteúdos machista, racista e misógino. O histórico das conversas vazou nas redes sociais em agosto do ano passado e gerou revolta e atos de repúdio à atitude dos acusados.


Das 15 estudantes que foram vítimas dos crimes de assédio, 12 apresentaram denúncia na Divisão de Prevenção e Repressão a Crimes Tecnológicos (DPRCT).

 

Da Redação Fato Regional, com informações de OLIBERAL.COM

Compartilhar essa matéria

Veja também

fechar