terça-feira, 21 de maio de 2024

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Chefs do Brasil desembarcam no Pará para conhecer o poder da culinária amazônica

Festival Cozinha Tapajós, em Santarém, chega em sua terceira edição a partir desta quarta-feira, 5.

Não é apenas por conta de suas belas paisagens que o distrito de Alter-do-Chão, em  Santarém, atrai os olhares encantados de seus visitantes. A culinária é um fascínio à parte, que atrai a preferência tanto de turistas como de estudiosos no assunto.

E pelo terceiro ano, o chef Saulo Jennings promove o Festival Cozinha Tapajós, que começa hoje e vai até o próximo dia 8. A programação será desenvolvida em comunidades do interior de Santarém, no Restaurante A Casa do Saulo e na Praça 7 de Setembro, em Alter-do-Chão.

O festival tem como foco ampliar e compartilhar o conhecimento culinário, com debates e aulas com profissionais junto às comunidade locais, além de buscar a interação da culinária da região do Tapajós com o mundo. Para Saulo Jennings, criador do festival, em se tratando de culinária, o Pará aparece no topo da lista de preferência entre entendidos e estudiosos do assunto.

Nesta edição, estão confirmados os chefs Flávio Xapuri, Ivo Faria, Rodolfo Mayer, Paulo Ioller e Dahoui. O evento conta, ainda, com a presença do Movimento da Gastronomia Social Mundial e chef’s locais.

“No terceiro ano do Cozinha Tapajós a expectativa é muito boa, na verdade sempre aumenta, a nossa pesquisa no Tapajós, a nossa imersão, com a troca de conhecimentos ela é cada vez maior. O evento ganhou notoriedade no Brasil todo, ganhou respeito, ganhou carinho, carisma dos profissionais em dar sua contribuição nesse pedaço da Amazônia, que se chama Tapajós. Este ano, além de pessoas renomadas, cozinheiros autênticos e também de raiz, nós temos pesquisadores que vêm para fazer experimentos, provas, para tirar proveito de tudo que o produtor possa oferecer. E nesse primeiro momento de sua chegada aqui em Santarém, já vamos mostrando o quanto eles são importantes nesta troca de experiências”, ressalta Saulo Jennings.

O evento é marcado pelo encantamento que a cozinha da região proporciona aos que provam dos pratos feitos a partir da natureza amazônica com as tradições de outras culturas, com a culinária indígena.

Nesta quinta-feira, 6, haverá uma roda de palestras e discussão no Anfiteatro da Selva, na Casa do Saulo, com a presença de todos os chefs. Nos dias 7 e 8 de junho serão formados quatro estandes gastronômicos, com dois chefes locais e dois de São Paulo, com aulas shows na Praça 7 de Setembro. Uma das visitas agendadas vai ser ao Mercado Municipal de Santarém, onde os chefs vão conhecer os ingredientes e os alimentos locais.

Tanto a Chef Dahoui quanto o Chef Roberto Esmeraldi se encantaram com o ritmo de carimbó apresentado pelo Grupo Cultural Bailado de Carimbó logo na chegada a Santarém e expressaram que estão ansiosos para conhecer os produtos da região.

O secretário de Turismo de Santarém, Diego Pinho, lembrou que o evento realizado em 2018 deu a Santarém uma projeção grandiosa no cenário gastronômico nacional e internacional. “Desde a semana passada estamos acolhendo os chefs, através do Receptivo Turístico aqui no aeroporto de Santarém, para que desde este primeiro momento eles se sintam um dos principais atores da projeção da nossa gastronomia do Tapajós”, destacou.

O chef santareno  Saulo Jennings é proprietário da Casa Saulo. Ele trabalhou por muito tempo com gestão de pessoas, marketing e vendas em empresas multinacionais e cozinhava por hobby. Em julho de 2009, transformou sua casa em um restaurante, que chamou de “Casa do Saulo”.

O empreendimento foi ganhador no ano passado  do título de melhor restaurante do Norte do país. A votação ocorreu pela revista Prazeres da Mesa e concorreu com outros finalistas de peso, como Banzeiro (Manaus, AM), Manjar das Garças (Belém, PA), Remanso do Bosque (Belém, PA) e Remanso do Peixe (Belém, PA).


O restaurante tem uma localização privilegiada por ser à beira do rio Tapajós, na comunidade de Carapanari, e por estar fora do ambiente urbano, o restaurante tem como proposta promover uma experiência em meio à floresta amazônica.

 

 

Fonte: OLIBERAL.COM