O Governo da China anunciou nesta terça-feira (2) que reconhece, oficialmente, o território brasileiro como área livre da febre aftosa. O anúncio foi feito durante visita do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ao país e ocorre após mais de 20 anos de negociações. A decisão amplia oportunidades para as exportações de produtos bovinos e suínos procedentes do Brasil no mercado chinês, como miúdos e carne com osso. As exportações do agronegócio brasileiro com destino à China ultrapassaram US$ 50 bilhões em 2025.
Durante a missão presidencial à República Popular da China, em maio de 2025, os dois países assinaram o “memorando de entendimento entre o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil e a Administração-Geral de Aduanas da República Popular da China na Área de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias”. O documento reforçou o diálogo sanitário entre os países e contribuiu para o avanço de medidas de interesse do setor agrícola brasileiro.
O Pará, em 2025, já havia conquistado um reconhecimento internacional de Zona Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, durante a edição da 92ª Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), em Paris, na França. Até o final do ano passado, o estado tinha o 2º maior rebanho bovino do País, com mais de 26 milhões de animais. Também havia 18 abatedouros frigoríficos de bovídeos, com 13 registrados no Serviço de Inspeção Estadual (SIE), e 5 no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI), distribuídos entre 17 municípios.
Enquanto os Estados Unidos ameaçam tarifas contra o Brasil, notícias como essa animam produtores paraenses, que veem a possibilidade de novos negócios se abrir. Sobretudo produtores de São Félix do Xingu, que possui o maior rebanho bovino do Brasil, esperam maior capacidade de exportação, gerando emprego e renda no Sul do Pará.

(Da Redação do Fato Regional)
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