O governo dos Estados Unidos (EUA), sob a gestão de Donald Trump, ameaça mais uma vez taxar produtos do Brasil. O novo tarifaço de 25% foi anunciado após a publicação de um relatório de mais de 100 páginas. A justificativa dada é de que algumas práticas comerciais brasileiras são “desleais”. Entre elas, o Pix, desmatamento ilegal e falta de medidas anticorrupção. A nova taxação pode ser aplicada a partir de 15 de julho, isentando itens como carne bovina, café, terras raras, petróleo, algumas frutas, minérios comuns, peças de aeronaves e fertilizantes.
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) afirma que há prejuízo para empresas e exportações dos EUA. O governo Trump abriu consulta pública sobre possíveis ajustes. O processo inclui envio de comentários até 1º de julho e audiência pública em 6 de julho, enquanto seguem as negociações com o Governo do Brasil. A investigação já ouviu mais de 30 testemunhas e quase 300 manifestações. Curiosamente, os EUA reclamaram do desmatamento no Brasil, mas se retiraram do Acordo de Paris.
Segundo o embaixador estadunidense Jamier Greer, a investigação começou a pedido do presidente Donald Trump, que alegou preocupações antigas e generalizadas dos EUA com certas políticas e práticas comerciais do Brasil. “Ao longo do último ano, o Presidente Trump e eu tivemos várias reuniões construtivas com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu gabinete, que se intensificaram nas últimas semanas. Contudo, continuamos a ter divergências substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação”, comentou.
A decisão publicada ocorre poucos dias após o governo Trump afirmar que o PCC e o Comando Vermelho serão tratados pelos EUA como organizações terroristas, uma pauta que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente do Brasil, disse ter tido influência direta. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, na aplicação do tarifaço anterior e que foi suspenso após articulação do governo Lula, fazia pedidos a Donald Trump para aplicar sanções ao Brasil. Não há confirmação oficial de que a articulação dos filhos do ex-presidente sejam responsáveis pelas novas taxas.

(Da Redação do Fato Regional)
Siga o Fato Regional no Facebook, no Instagram e no nosso canal no WhatsApp!













