Governador Helder Barbalho manda investigar caso de bebê degolado durante parto na Santa Casa

Vários procedimentos pouco usuais para um parto difícil foram tomados. Toda a equipe foi afastada e será investigada, garantiu o governador.
Referência em obstetrícia e partos no Pará, a Fundação Santa Casa de Misericórdia é cenário de um parto traumático e possivelmente criminoso do ponto de vista médico. (Foto: Pedro Guerreiro / Agência Pará / Arquivo)

Um bebê teria tido a cabeça arrancada, durante o parto, na Fundação Santa Casa de Misericórdia, em Belém. O caso ocorreu na sexta-feira (16). A denúncia foi feita pela família da criança, que é da cidade de Ourém. O acidente ocorreu após uma tentativa de parto natural forçada pela equipe que realizava o trabalho. Todos os responsáveis foram afastados, por ordem do governador do Estado, Helder Barbalho. Ele também determinou a abertura de um inquérito policial.

Uma amiga da família relatou que a mãe chegou à Santa Casa na manhã de sexta-feira. Já estava em trabalho de parto. O parto não teria sido feito em Ourém mesmo porque o bebê teria algum problema no rim. O relato foi feito ao jornal O Liberal.

A amiga acompanhou a mãe na sala de parto e disse que viu a equipe da Santa Casa incentivar o parto natural. Houve dificuldade para a retirada do bebê. A mãe até chegou a ficar de quatro, sob orientação da equipe do hospital. Duas enfermeiras teriam feito massagens na barriga da parturiente para ajudar a saída da criança. Desistiram. Outros enfermeiros seguiram. Ao verem a cabeça do bebê, uma enfermeira puxou com força. A cabeça foi arrancada e caiu ao chão. A cena foi chocante e deixou todos em pânico. A mãe desmaiou. Uma cesárea precisou ser feita para retirar o corpo da criança.

Neste sábado (17), foi registrada a ocorrência na unidade de Polícia Civil da Santa Casa. Foi quando o governador fez o anúncio das medidas pelo Twitter. O corpo do bebê já foi para necrópsia neste domingo (18).


Em nota, a Fundação Santa Casa de Misericórdia lamentou o fato e informou que “O feto possuía várias malformações, o que ocasionou uma complicação obstétrica pouco frequente chamada distocia de ombro, na qual a cabeça fetal se exterioriza e o corpo não. Todas as manobras previstas na literatura científica foram realizadas com o intuito de despender o ombro fetal e assim liberar o restante do corpo do bebê. Mas a equipe não obteve sucesso com a realização do procedimento”.

(Da Redação Fato Regional, com informações de O Liberal)

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