Homem diz ser vítima de calúnia e é preso por tentativa de homicídio ocorrido em bar na avenida do Ouro, em Tucumã

"Belém", como é conhecido E.N.B.P., já era investigado por suposto envolvimento em outros crimes, no entanto, ele mesmo se apresentou à Delegacia de Tucumã para reclamar que estava sendo apontado como um dos envolvidos na tentativa de homicídio ocorrida na noite de quarta-feira (18), no Bar da Loirinha, na avenida do Ouro. Só que durante o depoimento, começou a se contradizer e uma rápida atuação da Polícia Civil identificou elementos que o colocavam como suspeito.
'Belém' foi à Delegacia de Tucumã para reclamar que estava sendo vítima de calúnia e acusações falsas de envolvimento na tentativa de homicídio de G.E.C.M., mas as investigações da PC rapidamente mostraram o contrário e ele recebeu voz de prisão (Foto: Divulgação / PCPA / Imagem Ilustrativa)

Na noite da última quarta-feira (18), G.E.C.M. foi vítima de uma tentativa de homicídio, no “Bar da Loirinha”, que fica na avenida do Ouro, em Tucumã, no Sul do Pará. Aos agentes do 36º Batalhão de Polícia Militar, ela responsabilizou um homem conhecido como “Belém” pelo atentado, como revelou o Fato Regional. Os policiais localizaram o suspeito, mas ele negou envolvimento no crime e foi liberado. Nesta quinta-feira (19), se apresentou à Delegacia de Tucumã para reclamar que estava sendo vítima de calúnia e acusações falsas. Só que ele acabou sendo preso.

“Na unidade policial, o investigado relatou à equipe que não estava envolvido no crime e que teria permanecido em sua residência durante todo o dia da ocorrência. No entanto, durante o relato, o sujeito apresentou incoerências em sua versão e acabou por confessar que emprestou para outro suspeito a arma de fogo utilizada no crime. O homem recebeu voz de prisão em flagrante e foi colocado à disposição da Justiça. A equipe policial permanece em diligências para qualificar e localizar outros envolvidos no caso”, informou a Polícia Civil, por nota.

“Belém”, como é conhecido E.N.B.P., já era investigado por suposto envolvimento em outros crimes. Ele era viúvo de Joyce Machado Furtado, dona do “Bar da Joyce”, assassinada em agosto de 2025. O estabelecimento também ficava na avenida do Ouro e a morte dela foi atribuída, pelas investigações da Polícia Civil, a disputas entre facções criminosas por domínio de territórios para tráfico de drogas. Não há indícios de envolvimento do ex-marido no crime.

O Fato Regional só trabalha com informações oficiais — repassadas por policiais e autoridades públicas ou que constem em boletins e registros oficiais de ocorrência —, respeitando o princípio da presunção de inocência. O espaço para a defesa de qualquer pessoa citada em casos policiais, se os advogados ou envolvidos acharem conveniente manifestar-se, sempre será garantido, com amplo direito ao contraditório.


(Da Redação do Fato Regional)

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