Irmãos são condenados a mais de 30 anos de prisão por mortes em Ourilândia

Foram mais de 14 horas de julgamento, até que o júri decidiu que os irmãos Natanael Rosa de Barros e Moisés Rosa de Barros foram culpados pelo duplo homicídio que vitimou Chis Chistofenson Andrade de Oliveira e Nerielson Borges de Carvalho, no município de Ourilândia do Norte, sudeste paraense. O juiz Juliano Dantas Jerônimo ,sentenciou os acusados a pena máxima de 32 anos e 6 meses de prisão, a serem cumpridos inicialmente fechados.

“A defesa vai recorrer, pois, entendemos que eles não foram os autores do crime aqui julgado. Entendemos que não existiam provas suficientes que ligassem os irmãos ao crime e, apenas uma ligação telefônica apresentada como prova, não é suficiente para uma condenação então, nós iremos recorrer”, comenta o advogado de defesa, Wilson Hidda.

Para os promotores Carlos Fernando Cruz da Silva e Odelio Divino Garcia Júnior, o caso foi muito bem montado e o resultado foi satisfatório.

O julgamento

Na manhã da última quinta-feira, 14, três acusadas de envolvimento nas mortes de Chis Chistofenson Andrade de Oliveira e Nerielson Borges de Carvalho ocorridas na zona rural do município de Ourilândia do Norte, sul do Pará, foram a júri popular.

Segundo a polícia, em depoimento, César Duarte Santiago, um dos acusados, confessou que junto com os irmãos Natanael Rosa de Barros e Moisés Rosa de Barros, teria participado do assassinato onde duas pessoas foram baleadas e carbonizadas dentro de um automóvel, na região da placa da bateia, em 6 de agosto de 2015.

De acordo com as investigações o mentor do crime é o mesmo acusado da chacina ocorrida na Fazenda Alana, José Vieira de Mattos, condenado no Fórum Criminal de Marabá a 60 anos de prisão por envolvimento no crime que deixou quatro pessoas mortas.

O crime

Chis Chistoferson e seu amigo Nerielson foram mortos após cobrarem uma dívida de 25 mil reais do acusado, José Vieira, na Placa da Batéia, em Ourilândia do Norte.


Além de mortos os corpos foram carbonizados dentro do veículo de uma das vítimas, dificultando suas identificações, que só foram possíveis através de DNA.

Da Redação Fato Regional

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