Julgamento de trio acusado de decapitar homem na vicinal do Matadouro, em Tucumã, começa nesta quarta-feira

Os três réus foram preso em apenas 3 dias após o corpo do seleiro Laudivan Rodrigues 'Cowboy' ser encontrado num poço e com a cabeça arrancada e pendurada num portão da chácara onde morava e trabalhava. O crime ocorreu por um motivo fútil: uma suposta acusação de furto contra um dos envolvidos na barbárie que chocou Tucumã em 2023.
Francivaldo, Custódio e Dejean encaram o Poder Judiciário nas acusações de homicídio qualificado e ocultação de cadáver (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

No dia 25 de junho de 2023, Laudivan Rodrigues Neves, o “Cowboy”, foi esfaqueado, decapitado, teve a cabeça pendurada no portão de uma chácara e o tronco descartado em um poço. O caso ocorreu na vicinal do Matadouro, em Tucumã, no Sul do Pará. Nesta quarta-feira (2), começa o julgamento dos réus desse crime bárbaro: Dejean dos Santos Silva (“Zé Pequeno”), Custódio Filho Santos Silva (“Pelé”) e Francivaldo Ferreira Carvalho (“Laranjinha”).

Laudivan trabalhava como seleiro e era de Goiás. (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

Foram reservadas duas sessões, o que indica que o julgamento só deve encerrar nesta quinta-feira (3). Pelas investigações da Polícia Civil e segundo a denúncia do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), os réus atuaram juntos no crime, numa emboscada ocorrida na chácara onde Laudivan trabalhava, na vicinal do Matadouro, perto da PA-279. A vítima morava na propriedade rural, onde trabalhava como seleiro.

O restante do corpo de Laudivan estava num poço (Foto: Neia Craveiro e Jucelino Show)

Pelas investigações, a motivação é de que Laudivan teria dito que um dos suspeitos estaria cometendo furtos na casa dele. Os objetos seriam de baixo valor, como pedaços de corda. Dejean se revoltou e foi ao local para tomar satisfações com a vítima. Francivaldo o acompanhou. Houve briga e foram desferidas várias facadas contra a vítima. Os dois contaram o que ocorreu para Custódio, que segundo a Polícia Civil, deu a ideia de retornar e ocultar o corpo.

A cabeça de Laudivan, ainda de capacete, ficou pendurada no tronco do portão da fazenda (Foto: Juscelino Show / Facebook)

Em apenas três dias após o crime, os três homens foram presos. Foi uma intensa investigação, coordenada pelo delegado César Faustino, com apoio da equipe do delegado Raphael Machado, da Superintendência Regional do Alto Xingu. Participaram das diligências os investigadores Brito e Alberto e o escrivão Moia. Na audiência de custódia, Custódio “Pelé” foi liberado e saiu pela porta da frente, mas as equipes seguiram investigando.

O Fato Regional só trabalha com informações oficiais — repassadas por policiais e autoridades públicas ou que constem em boletins e registros oficiais de ocorrência —, respeitando o princípio da presunção de inocência. O espaço para a defesa dos citados em casos policiais, se os advogados ou envolvidos acharem conveniente manifestar-se, sempre será garantido, com amplo direito ao contraditório.

(VICTOR FURTADO, da Redação do Fato Regional)


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