Júri condena trio que decapitou trabalhador rural em chácara de Tucumã

Os três réus foram presos em apenas 3 dias após o corpo do seleiro Laudivan Rodrigues 'Cowboy' ser encontrado num poço e com a cabeça arrancada e pendurada num portão da chácara onde morava e trabalhava. O crime ocorreu por um motivo fútil: uma suposta acusação de furto contra um dos envolvidos na barbárie que chocou Tucumã em 2023. Apenas um dos réus teve uma pena menor pelo crime.
Francivaldo, Custódio e Dejean encaram o Poder Judiciário nas acusações de homicídio qualificado e ocultação de cadáver (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

No dia 25 de junho de 2023, Laudivan Rodrigues Neves, o “Cowboy”, foi esfaqueado, decapitado, teve a cabeça pendurada no portão de uma chácara e o tronco descartado em um poço. O caso ocorreu na vicinal do Matadouro, em Tucumã, no Sul do Pará. Nesta quinta-feira (3), o Poder Judiciário condenou os três réus desse crime bárbaro: Dejean dos Santos Silva (“Zé Pequeno”), Custódio Filho Santos Silva (“Pelé”) e Francivaldo Ferreira Carvalho (“Laranjinha”).

Francivaldo “Laranjinha” foi condenado a 19 anos e 3 meses de prisão. A pena de Dejean “Zé Pequeno” foi de 16 anos de reclusão. Já a sentença de Custódio “Pelé” foi de 3 anos, mas deverá responder em liberdade. As decisões foram tomadas com base no júri popular e são proporcionais à participação de cada um dos réus no crime. Os crimes imputados foram homicídio qualificado, ocultação de cadáver, vilipêndio de cadáver e furto.

Pelas investigações da Polícia Civil e segundo a denúncia do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), os réus atuaram juntos no crime, que ocorreu na chácara onde Laudivan trabalhava, na vicinal do Matadouro, perto da PA-279. A vítima morava na propriedade rural, onde trabalhava como seleiro. Também era conhecido por participar em rodeios, que é como ganhou o apelido de “Cowboy”.

Pelas investigações, a motivação é de que Laudivan teria dito que um dos suspeitos estaria cometendo furtos na casa dele. Os objetos seriam de baixo valor, como pedaços de corda. Dejean se revoltou e foi ao local para tomar satisfações com a vítima. Francivaldo o acompanhou. Houve briga e foram desferidas várias facadas contra a vítima. Os dois contaram o que ocorreu para Custódio, que segundo a Polícia Civil, deu a ideia de retornar e ocultar o corpo.

Em apenas três dias após o crime, os três homens foram presos. Foi uma intensa investigação, coordenada pelo delegado César Faustino, com apoio da equipe do delegado Raphael Machado, da Superintendência Regional do Alto Xingu. Participaram das diligências os investigadores Brito e Alberto e o escrivão Moia. Na audiência de custódia, Custódio “Pelé” foi liberado e saiu pela porta da frente, mas as equipes seguiram investigando.

(VICTOR FURTADO, da Redação do Fato Regional)


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