Mais uma pesquisa divulgada por Daniel Santos durante a campanha foi considerada irregular pela Justiça Eleitoral. O levantamento do Instituto Veritá, registrado sob o número PA-04167/2026, foi declarado irregular e juridicamente não registrado, e o instituto ficou proibido de voltar a divulgar, republicar ou impulsionar seus resultados.
JUSTIÇA APONTA INCONSISTÊNCIAS NOS DADOS
A decisão identificou problemas nas cotas de escolaridade utilizadas pelo Veritá. Os percentuais apresentados pelo instituto não puderam ser reproduzidos a partir da própria fonte pública indicada no registro e, segundo a decisão, não houve explicação técnica capaz de justificar as diferenças. O juiz apontou que a inconsistência comprometeu a confiabilidade e a possibilidade de fiscalização da pesquisa.
PESQUISA É BARRADA E VERITÁ RECEBE MULTA DE R$ 53 MIL
Além de proibir uma nova divulgação dos resultados, a Justiça condenou o Instituto Veritá ao pagamento de R$53.205 em multa. O levantamento chegou a ser divulgado em 24 de agosto, mas, após a análise de mérito, a representação foi julgada procedente e a pesquisa considerada juridicamente não registrada.
O episódio aumenta a pressão sobre Daniel Santos, que divulgou o levantamento em suas redes. Em meio à disputa eleitoral, fica o questionamento: o desespero com os rumos da campanha estaria abrindo espaço para o uso de números capazes de confundir o eleitor?

Da redação do Fato Regional
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