Justiça nega habeas corpus a psiquiatra que arrastou ex-namorada em Belém

Relatora do processo, desembargadora Eva do Amaral Coelho considerou que a prisão preventiva é a condição mais adequada para a prisão do acusado

A Justiça do Estado negou, nesta segunda-feira (4), o pedido de habeas corpus para o médico psiquiatra Felipe Almeida Nunes, de 30 anos, acusado de agredir e arrastar a ex-namorada no carro que dirigia, em Belém. A desembargadora Eva do Amaral Coelho, relatora do processo, comunicou a decisão unânime da Seção de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Estado.

Na avaliação dos desembargadores, a prisão preventiva está dentro da legalidade. O colegiado também considerou que o acusado representa risco à integridade física e psicológica da vítima, além da possibilidade de interferência na produção de provas, o que inviabiliza que ele responda ao processo em liberdade.

A defesa do médico se manifestou por meio de seu advogado, que sustenta a tese apresentada no pedido de habeas corpus e afirma confiar na Justiça.

A audiência de instrução do caso está marcada para o próximo dia 11. Nessa etapa, todas as partes envolvidas serão ouvidas novamente, e as provas reunidas até o momento serão apresentadas ao juiz responsável, que decidirá se o médico responderá por tentativa de feminicídio.

O crime ocorreu em outubro. Segundo as investigações, a estudante tentou impedir que Felipe dirigisse sob efeito de álcool e acabou sendo agredida. Em seguida, ao tentar retirar seus pertences do veículo, foi arrastada por mais de 200 metros após o médico acelerar o carro. A vítima foi socorrida, recebeu atendimento hospitalar e não corre risco de vida.

Felipe Almeida Nunes permanece preso e à disposição da Justiça. A defesa afirma que continuará adotando as medidas legais cabíveis, com base nos direitos constitucionais do acusado.


(Da Redação do Fato Regional)

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