Mercado do Boi Gordo fecha outubro em alta e projeta novas valorizações em novembro

Exportações aquecidas, escalas curtas e maior circulação de renda fortalecem preços; alerta fica por conta de possível medida da China
A arroba do boi desvalorizou em cerca de 50% no período de um ano como apontam sindicatos de produtores rurais e pecuaristas (Foto: Ascom Adepará / Arquivo / Imagem Ilustrativa)

O mercado brasileiro do boi gordo encerrou outubro com recuperação nos preços da arroba, influenciado principalmente pelo bom ritmo das exportações e por escalas de abate mais curtas em diversas regiões do país, especialmente no Centro-Norte. Em São Paulo, a reação ocorreu apenas na última semana do mês, após um período de estabilidade.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o cenário externo segue como principal motor da valorização, com demanda aquecida no mercado internacional.

Perspectiva para novembro

A expectativa para novembro é positiva, sustentada pela continuidade dos embarques de carne bovina e pela tendência de melhora no consumo interno, impulsionada pela injeção de renda do 13º salário e aumento das contratações temporárias.

No entanto, Iglesias faz um alerta importante: a investigação conduzida pela China pode resultar na adoção de salvaguardas, o que, caso se confirme, tende a limitar o avanço das exportações brasileiras.

Atacado firme em outubro

No mercado atacadista, os preços permaneceram firmes ao longo de outubro, beneficiados pela boa reposição entre atacado e varejo e pela maior movimentação econômica típica do período que antecede as festas de fim de ano.

Quarto traseiro: R$ 25,05/kg — alta de 8,91% frente aos R$ 23,00/kg registrados em setembro

Quarto dianteiro: R$ 18,20/kg — avanço de 7,06% ante os R$ 17,00/kg do mês anterior

Exportações em ritmo forte

As exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada somaram US$ 1,527 bilhão em outubro (até o 18º dia útil), com média diária de US$ 84,88 milhões.

O volume embarcado atingiu 276,492 mil toneladas, com média diária de 15,360 mil toneladas, e preço médio de US$ 5.525,80 por tonelada.

 


(Da Redação do Fato Regional, com informações do Canal Rural).

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