Mesmo com resistência de Alcolumbre, Bolsonaro deve manter indicação de Mendonça ao STF

Neste feriado, presidente avaliou a auxiliares e a aliados que um recuo diante do atual impasse demonstraria fragilidade política
André Mendonça foi indicado por Jair Bolsonaro (05.jun.2019) Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Mesmo diante da resistência do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) avisou que manterá a indicação de André Mendonça ao STF (Supremo Tribunal Federal).

A sinalização do presidente foi relatada por dois ministros à CNN. Ela também foi feita ao ex-ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), indicado ao cargo do ex-ministro Marco Aurélio Mello.

O diagnóstico feito pelo presidente é de que um recuo, neste momento, poderia demonstrar fragilidade política e desagradar a bancada evangélica, considerada um dos pilares de sustentação da atual gestão.

A avaliação feita no Palácio do Planalto é de que o presidente analisa outros nomes para a vaga, mas apenas para um cenário de derrota de André Mendonça na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

Na terça-feira (12), a analista da CNN Brasil Thaís Arbex relatou que Alcolumbre pode deixar a sabatina de André Mendonça para 2023 à espera de uma mudança do indicado à Suprema Corte.

Na semana passada, a articulação política do Palácio do Planalto identificou que a insistência de Davi Alcolumbre em não marcar a sabatina acabou atraindo apoios a Mendonça em siglas de oposição.

A maior resistência, segundo assessores palacianos, tem sido a de parlamentares de legendas do centrão, que ainda apostam na possibilidade de o presidente indicar para a Suprema Corte um nome sugerido pelo bloco político.

Como alternativa a André Mendonça, aliados do presidente sugeriram a ele três sugestões de indicações.

Os dois primeiros são dos ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) Jorge Oliveira e Bruno Dantas. O primeiro é amigo do presidente e chegou a ser cotado para a Suprema Corte, no ano passado, para a vaga de Celso de Mello.


O segundo conta com a simpatia tanto de ministros da Suprema Corte como de senadores governistas. A relação de proximidade de Dantas com o senador Renan Calheiros (MDB-AL), porém, é apontado como um dificultador.

O terceiro nome citado por integrantes do governo é o do ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo Ivan Sartori. Ele já foi cotado à Suprema Corte e conta com a simpatia dos filhos de Bolsonaro.

Fonte: CNN Brasil
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