Mineração do Pará coloca estado como 2º maior produtor de minérios do Brasil, movimentando mais de R$ 298 bilhões no 3º trimestre de 2025

Participação de 34,5% na receita nacional do setor de Mineração, atrás apenas de Minas Gerais, é uma evidência do papel estratégico do Pará na balança comercial do Brasil e vocação do estado em um dos setores de maior movimentação global de receitas
A Mineração do Pará, que tem as regiões Sul e Sudeste como maiores polos produtores, coloca o estado na segunda posição em relação à produção nacional (Foto: Divulgação / Vale / Imagem Ilustrativa)

No dia 14 de março de 1967, as pesquisas minerais foram iniciadas na região de Carajás, no Sudeste do Pará. Após quase 60 anos de mineração, o estado se consolidou como o segundo maior produtor de minérios do Brasil. Dados do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) apontam que a produção paraense movimentou R$ 298,8 bilhões no terceiro trimestre de 2025, respondendo por 34,5% da receita nacional, ficando atrás apenas de Minas Gerais (39,9%).

O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), conduz políticas voltadas para o fortalecimento da cadeia produtivas e para o desenvolvimento regional, buscando equilíbrio entre crescimento econômico e responsabilidade socioambiental. Dados do órgão e do Ibram mostram que o minério de ferro foi o principal responsável pelos resultados positivos de 2025, com R$ 157,2 bilhões, o equivalente a 52,6% do faturamento nacional, apesar de uma queda de 2,2% no valor faturado.

A Mineração do Pará também representa emprego e renda. Dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram os municípios de Parauapebas, Marabá e Canaã dos Carajás se consolidaram em 2025 como alguns dos principais motores da geração de empregos formais no estado. Parauapebas, maior polo mineral do estado, liderou as contratações, com 3.826 novos postos de trabalho formais. Marabá registrou 2.954 novos empregos formais. Canaã dos Carajás contabilizou 1.829 novas vagas.

Mais do que celebrar resultados positivos para a economia, o Governo do Pará também avança na regulação do setor. A Sedeme está ampliando a regularização dos mineradores por meio do Cadastro Estadual de Controle, Acompanhamento e Fiscalização das Atividades de Pesquisa, Lavra, Exploração e Aproveitamento de Recursos Minerários (Cerm), de acordo as diretrizes da Legislação Estadual nº 7.591/2011, que instituiu tanto o Cerm quanto a Taxa Mineral (TFRM).

Em 2025, foram contabilizados, de janeiro a outubro, um incremento de 47 novos cadastros distribuídos nas seguintes regiões de integração: Tapajós, Rio Capim, Araguaia, Lago de Tucuruí, Marajó, Carajás, Guamá, Xingu, Tocantins, Rio Caeté e Baixo Amazonas, referentes aos empreendedores autorizados nas atividades de pesquisa e exploração mineral no Estado do Pará. No total geral, foram registrados no histórico do Cerm 765 cadastros de pessoas físicas e jurídicas, desde março de 2012 a outubro de 2025.

Para efetuar o cadastro, é necessário acessar o Portal do Minerador no site da Sedeme, e seguir as orientações. O cadastro é obrigatório tanto para pessoas físicas quanto jurídicas, autorizadas a realizar pesquisa, lavra, exploração ou aproveitamento de recursos minerários no território paraense.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Paulo Bengtson, destacou que a atividade mineral exerce papel fundamental na economia do Pará. Segundo ele, os projetos do setor movimentam serviços, insumos e, sobretudo, geram postos de trabalho, compondo uma cadeia produtiva essencial para a criação de emprego e renda no Estado. O desempenho dos municípios mineradores evidencia a força das regiões de Carajás a Araguaia para a economia estadual. Em contrapartida, o setor é motor de desenvolvimento para os municípios.


(Da Redação do Fato Regional)

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