Ministério da Saúde diz que eficácia da Coronavac está ‘no limite’ e aguarda Anvisa

A Anvisa respondeu ao Butantan que, para liberar qualquer vacina, teria que divulgar a todos qual o índice global de eficácia da vacina.
Foto: Governo de São Paulo

Na tarde desta terça-feira, 12, integrantes da cúpula do Ministério da Saúde consideraram a eficácia da Coronavac, de 50,38%, “no limite” e que vão aguardar um veredito final da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quanto à segurança do imunizante antes de uma manifestação técnica sobre o assunto. Essas informações foram confirmadas para o Portal CNN Brasil.

“A eficácia é limítrofe”, exclamou um dos integrantes. “Está no limite. Temos que esperar o posicionamento da Anvisa para avaliarmos”. Na prática, o índice aquém das expectativas, e mais do que isso, a forma com que foi divulgado, reafirmou a importância de uma análise criteriosa pela Anvisa.

O Instituto Butantan se viu obrigado a divulgar os dados depois que a Anvisa condicionou a avaliação do pedido de uso emergencial da vacina à publicidade das informações.

A CNN apurou que a resistência do Butantan em divulgar o dado foi o que travou a apresentação do pedido de uso emergencial, na última quinta-feira, 7. A requisição foi formalmente apresentada na sexta-feira, 8, e mesmo assim sem algumas informações básicas.

Em conversas reservadas relatadas à coluna, técnicos do Instituto explicaram à Anvisa, na semana passada, que a fabricante chinesa, a Sinovac, não liberou a divulgação pública do índice global sobre os efeitos da vacina, ou seja, que todos os dados fossem abertos ao público.


A Anvisa respondeu ao Butantan que, para liberar qualquer vacina, teria que divulgar a todos qual o índice global de eficácia da vacina. Apesar da decepção, a vacina cumpre o mínimo de eficácia exigido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para uso, que é de 50%.

 

Com informações CNN Brasil

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