Neste 7 de julho, Dia Mundial do Chocolate, a celebração do doce mais consumido do planeta também coloca em evidência quem está na origem dessa cadeia produtiva: os produtores de cacau. No Brasil, esse protagonismo tem endereço cada vez mais consolidado na Amazônia. Maior produtor nacional da amêndoa, o Pará transformou o cacau em símbolo de desenvolvimento sustentável, geração de renda e valorização da agricultura familiar.
A força dessa produção está especialmente na região da Transamazônica, onde milhares de famílias vivem da cacauicultura e ajudaram o estado a alcançar a liderança brasileira no setor. Mas, além do reconhecimento pela qualidade do produto, os produtores paraenses também passaram a reivindicar medidas de proteção para garantir competitividade diante do mercado internacional.
Uma das principais vitórias recentes ocorreu em fevereiro deste ano, quando o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou no Diário Oficial da União o Despacho Decisório nº 456, determinando a suspensão imediata da importação de amêndoas fermentadas e secas de cacau provenientes da Costa do Marfim.
A decisão atendeu a uma demanda defendida pelo deputado federal Celso Sabino (PDT) junto ao Mapa, após produtores alertarem para os impactos provocados pela entrada do cacau estrangeiro no mercado brasileiro, que pressionava os preços e afetava diretamente a renda dos agricultores nacionais.
Veja a homenagem de Celso Sabino aos produtores de cacau, no Dia Mundial do Chocolate:
“Essa continua sendo uma vitória importante para os produtores de cacau do Pará, especialmente da Transamazônica, que vinham sendo penalizados pela entrada de amêndoas estrangeiras a preços incompatíveis com a nossa realidade produtiva. No fim do mês passado tratei diretamente com o ministro, que assumiu o compromisso de adotar providências. Agora, o governo cumpre o que foi pactuado”, afirmou Sabino.
Segundo o despacho publicado à época pelo Mapa, a suspensão também teve como fundamento o risco fitossanitário provocado pela possibilidade de triangulação de cargas, com mistura de amêndoas originárias de outros países antes do envio ao Brasil. Para o parlamentar, a medida de suspensão representou um passo importante para proteger uma cadeia econômica estratégica para o Pará e para o Brasil.
“A fiscalização do Mapa e a suspensão dessas importações vão proteger o mercado interno, valorizar o produto nacional e fortalecer aqueles que produzem no Brasil. O Pará, como líder nacional na produção de cacau, é quem mais tem a ganhar com essa medida”, completou Celso Sabino.
Além de liderar a produção brasileira, o Pará avança na verticalização da cadeia do cacau, com chocolates de origem amazônica conquistando espaço e agregando valor ao trabalho dos produtores. No Dia Mundial do Chocolate, a data reforça que, antes de chegar às prateleiras, cada produto carrega também a história de agricultores que fazem da floresta uma fonte de desenvolvimento e oportunidade.

(Da Redação do Fato Regional)
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