Notícias falsas sobre urnas eletrônicas disparam às vésperas das eleições

Foram mais de 337 mil publicações analisadas e veiculadas de 2014 a 2020, que tiveram cerca de 40 milhões de interações digitais
Foto: Antônio Augusto / Ascom TSE

Pesquisa inédita do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), analisou mais de 3 mil conteúdos sobre as eleições e o sistema eleitoral brasileiro. Intitulado “Desinformação On-line e Eleições no Brasil: A circulação de links sobre desconfiança no sistema eleitoral brasileiro no Facebook e no YouTube (2014-2020)”, o estudo apontou que a maioria das fake news são sobre a integridade das urnas eletrônicas.

A FGV analisou a circulação de conteúdos que incentivam a existência de fraude nas urnas eletrônicas e a manipulação nas eleições brasileiras, tanto no Facebook quanto no YouTube, de 2014 a 2020. Em quase sete anos de análise, 337.204 publicações questionavam as eleições brasileiras, sendo que 335.169 foram publicadas no Facebook e somaram pouco mais de 16 milhões de interações on-line. Outros 2.035 posts publicados no YouTube tiveram quase 24 milhões de visualizações.

A pesquisa revela que a disseminação de informações falsas sobre o processo eleitoral brasileiro tem sido uma prática constante desde 2014, com aumento expressivo nos anos em que ocorrem os pleitos, mas mantendo estabilidade os anos não eleitorais. O tema com maior engajamento nas redes é justamente as urnas eletrônicas.


A FGV observou ainda o aumento do número de convites compartilhados via WhatsApp para grupos e páginas do Facebook próximo às eleições de 2018 e de 2020. A pesquisa identificou que 97,2% das pouco mais de 11 milhões de mensagens, enviadas em 868 grupos públicos, foram transmitidas por números de telefones nacionais. Com isso, foi contabilizado um engajamento de 9.263 pessoas no período de janeiro de 2019 a outubro de 2020.

(Fonte: TSE, com edição da Redação Fato Regional)

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