A Polícia Federal, com o apoio da Funai, deflagrou a operação “Excelsa”, com o objetivo de reprimir a extração e comercialização de madeira extraída da Terra Indígena Kayapó, em Cumaru do Norte, no Sul do Pará. A ação ocorreu na noite desta quinta-feira (27). Responsáveis foram identificados, madeira extraída ilegalmente foi apreendida e a investigação continua para identificar responsáveis pelas serrarias e compradores.
Veja mais imagens da operação:
“Após obter informações sobre a existência de madeireiras que utilizavam madeira de castanheiras e de outras espécies extraídas da TI Kayapó, a operação da PF confirmou a ocorrência dos crimes. No primeiro momento, foram apreendidos três caminhões saindo da terra indígena carregados com dezenas de toras de castanheiras e outras espécies, como cedro e cumaru, com destino a madeireiras de Cumaru do Norte”, diz nota da PF sobre o caso.
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Em duas madeireiras havia dezenas de toras de árvores, possivelmente castanheiras, armazenadas nos pátios. Também havia madeira já cortada aguardando para ser transportada, sem nenhum funcionário no local. Em uma terceira madeireira, foi encontrada grande quantidade de toras e centenas de metros cúbicos de madeira já serrada. Lá, havia um caminhão sendo carregado com madeira já serrada, que possivelmente se tratava de tábuas de castanheira.
“Ao final da operação, foram apreendidos quatro caminhões, dezenas de toras de madeira e dois aparelhos celulares. A responsável pela terceira madeireira estava no local no momento da abordagem policial, sendo conduzida para realização de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e liberada em seguida. Os responsáveis pelas madeireiras foram identificados, mas as investigações prosseguem visando a identificação e responsabilização dos compradores da madeira serrada”, conclui a nota da PF.
O nome científico da castanheira é Bertholletia excelsa, que inspirou o nome da operação. A espécie chega a viver 500 anos e pode atingir até 50 metros. Além da madeira, são aproveitados o fruto, a amêndoa da semente, castanha-do-pará, o óleo e os ouriços, o que traz ao produto valor de mercado elevado.
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O Fato Regional respeita o princípio da presunção de inocência e sempre abre espaço para a defesa dos mencionados em casos policiais — se os advogados ou envolvidos acharem conveniente quaisquer manifestações —, garantindo amplo direito ao contraditório.
(VICTOR FURTADO, da Redação do Fato Regional, com informações da PF)
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