O Pará registrou, em 2025, uma redução histórica de 67% nos focos de queimadas em relação ao ano anterior. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o número de ocorrências caiu de 55.298 em 2024 para 18.011 em 2025, representando 37.287 focos a menos em todo o território paraense.
Para o governador Helder Barbalho, os números confirmam o impacto das políticas públicas ambientais desenvolvidas no estado.
“São mais de 37 mil focos a menos em 2025, o que demonstra que o trabalho integrado, com planejamento, presença em campo e articulação entre os órgãos, está produzindo resultados concretos para a proteção ambiental e para a saúde da população”, afirmou.
Além da queda expressiva nos focos de calor, os dados do Inpe apontam uma redução ainda maior nas chamadas cicatrizes de incêndio florestal, que indicam as áreas diretamente atingidas pelo fogo. Em 2024, foram registrados 24.278 km² dessas áreas no Pará.
Já em 2025, o número caiu para 2.079 km², o que representa uma diminuição de 91%, evidenciando que houve redução tanto na ocorrência quanto na extensão dos incêndios.
O secretário de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade, Raul Protázio Romão, destacou que a queda é resultado direto da política ambiental estruturada adotada pelo governo paraense.
“Estamos avançando no combate às queimadas e na proteção do nosso território. Essa redução mostra que o Pará segue firme no compromisso de cuidar das pessoas, do meio ambiente e de construir um modelo de desenvolvimento mais sustentável”, afirmou.
Em 2025, o Estado lançou o Programa Estadual de Prevenção e Combate às Queimadas e Incêndios Florestais (PEPIF), coordenado pela Semas, reunindo diversos órgãos em uma estratégia unificada.
O programa também regulamentou o serviço ambiental voluntário de brigadistas florestais, ampliando a capacidade de resposta e a atuação preventiva em áreas críticas.
Clima e planejamento ajudaram a conter o fogo
A análise técnica da Semas, baseada nos dados do Inpe, aponta que a redução em 2025 está diretamente ligada às ações de prevenção, fiscalização e combate.
As condições climáticas também favoreceram o cenário, com menor incidência de fatores que estimulam a propagação do fogo em comparação aos anos de 2023 e 2024.
Ainda assim, 2025 está entre os anos mais quentes da história, segundo o serviço europeu Copernicus e a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o que reforça a importância do planejamento e da atuação integrada no enfrentamento aos incêndios florestais no Pará.
(Da Redação do Fato Regional, com informações da Agência Pará)
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