Parauapebas voltou a figurar entre os principais motores da economia paraense. Dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontaram, nesta segunda-feira (8), que o município registrou saldo positivo de 2.359 vagas formais em 2026, ocupando a segunda colocação entre os maiores geradores de emprego do Pará.
O desempenho colocou a cidade atrás apenas de Belém, que contabilizou 2.858 novos postos de trabalho no período analisado. Em termos proporcionais, porém, Parauapebas apresentou crescimento de 3,17% no mercado formal, índice superior ao registrado pela capital paraense.
Os números demonstraram o protagonismo econômico do município, que é frequentemente associado à mineração, mas que nos últimos anos passou a apresentar crescimento também em setores como comércio, construção civil, transporte, logística e prestação de serviços.
Ainda de acordo com o Caged, o Pará acumulou saldo positivo de 9.531 empregos com carteira assinada, resultado de mais de 173 mil admissões e cerca de 163 mil desligamentos. Sozinho, Parauapebas respondeu por quase um quarto das vagas criadas entre os municípios paraenses que aparecem no topo do ranking estadual.

Além da mineração, considerada a principal atividade econômica local, o avanço de obras de infraestrutura, a expansão do mercado imobiliário e a instalação de novos empreendimentos contribuíram para a abertura de vagas em diferentes áreas. O aquecimento da economia também impulsionou atividades secundárias, como comércio varejista, alimentação, hospedagem e serviços especializados.
O levantamento mostrou ainda que outros municípios do Sudeste do Pará também tiveram desempenho positivo. Marabá apareceu na terceira colocação estadual, com saldo de 1.279 vagas, enquanto Canaã dos Carajás ocupou a sétima posição, com 310 novos empregos formais.
Para especialistas, a região concentra alguns dos maiores projetos minerais do país, fator que continua atraindo investimentos públicos e privados. A demanda por mão de obra para obras, operações industriais, logística e serviços criou um efeito multiplicador capaz de movimentar diversos segmentos da economia local.

Com um dos maiores Produtos Internos Brutos (PIB) da Região Norte, Parauapebas já exerce influência direta sobre dezenas de municípios vizinhos. A expectativa de analistas do mercado é que o município mantenha trajetória positiva ao longo de 2026, impulsionado pela continuidade dos investimentos no setor mineral e pelo fortalecimento das cadeias produtivas ligadas ao comércio e aos serviços.

(Da Redação do Fato Regional)
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