A Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) registrou, ao longo de 2025, diversos tremores de terra em todo o território nacional, a partir do monitoramento realizado por quase 100 estações sismográficas distribuídas pelo país.
Os dados reforçam a importância do acompanhamento contínuo da atividade sísmica no Brasil.
Entre os cinco sismos de maior magnitude registrados no ano, três ocorreram no município de Parauapebas, no sudeste do Pará, colocando o estado em evidência no cenário da sismicidade brasileira em 2025.
Os tremores de maior magnitude registrados no país foram:
• Magnitude 4,5 – Rorainópolis (RR), em 29 de junho
• Magnitude 4,4 – Poconé (MT), em 1º de março
• Magnitude 4,3 – Parauapebas (PA), em 3 de abril
• Magnitude 4,2 – Parauapebas (PA), em 9 de julho
• Magnitude 4,0 – Parauapebas (PA), em 10 de julho.
Tremores de terra na região de Parauapebas, no Pará, são relativamente comuns e, em geral, apresentam magnitudes consideradas baixas, variando entre 2 e 4.
O levantamento dos maiores eventos sísmicos considerou apenas os tremores “tipicamente brasileiros”, classificados como abalos intraplaca — aqueles que ocorrem no interior das placas tectônicas, longe de suas bordas, geralmente associados a pressões internas, falhas geológicas antigas ou à acomodação de tensões.
Em 2025, também foram registrados sismos com magnitudes superiores aos citados na região Norte, próximos à fronteira com o Peru.
No entanto, esses eventos são classificados como “andinos”, por estarem relacionados à subducção da Placa de Nazca sob a Placa Sul-Americana, não sendo incluídos na lista.
Sobre a RSBR
Coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI), com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) é a instituição pública responsável pelo monitoramento da sismicidade em todo o território nacional. A rede fornece dados essenciais para a compreensão da atividade sísmica e da estrutura interna da Terra.
As estações são operadas pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (Obsis/UnB), Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) e pelo próprio Observatório Nacional.
(Da Redação do Fato Regional, com informações da RSBR).
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