Operações de combate a crimes contra o sistema elétrico resultaram em flagrantes de furto de componentes da rede e fraudes no consumo de energia no sudeste do Pará. As ações ocorreram nos últimos dias nos municípios de Parauapebas, Marabá e Itupiranga, com apoio das Polícias Militar e Científica, e reforçam o alerta sobre os prejuízos e riscos dessas práticas.
Em Parauapebas, no bairro Beira Rio II, um estabelecimento do ramo alimentício foi flagrado com o medidor de energia adulterado e danificado, o que fazia com que cerca de 50% do consumo não fosse registrado. O equipamento foi substituído e o responsável pelo imóvel conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos.
Outra fraude foi identificada em um açougue no bairro Cidade Jardim. Peritos constataram adulteração no medidor que deixava de registrar aproximadamente 81% do consumo de energia. O responsável também foi encaminhado à delegacia.
Já em Marabá, no bairro Nova Marabá, duas churrascarias foram flagradas com ligação direta à rede elétrica, prática conhecida como “ligação à revelia”, quando a energia é desviada antes de passar pelo medidor.
O débito estimado para regularização ultrapassa R$ 15 mil. Outras irregularidades também foram encontradas em três bares no núcleo Cidade Nova e em uma borracharia no bairro Amapá.
Ainda em Marabá, na tarde de quinta-feira (12), a Polícia Militar foi acionada pelo 190 após denúncia de que uma pessoa não autorizada manuseava um equipamento às margens da BR-230.
No local, os policiais flagraram a tentativa de furto de componentes de um Banco Regulador de Tensão (BRT), responsável por manter a estabilidade da energia e evitar oscilações no fornecimento.

Durante a ação, cerca de 30 quilos de cabos da rede elétrica foram recuperados. O equipamento tem valor estimado em aproximadamente R$ 400 mil. Este foi o terceiro caso registrado em apenas sete dias na região. As outras ocorrências foram registradas no núcleo Morada Nova, em Marabá, e no município de Itupiranga.
Segundo a concessionária Equatorial Pará, esse tipo de crime afeta diretamente o fornecimento de energia aos consumidores atendidos pelos circuitos atingidos.
O furto de cabos, componentes e equipamentos pode provocar interrupções prolongadas no serviço, oscilações no sistema e até curtos-circuitos, além de aumentar o tempo necessário para recompor a rede elétrica.
O gerente de serviços técnicos e comerciais da empresa, Frederico Nolasco, explicou que crimes contra o sistema elétrico trazem prejuízos coletivos e riscos à população.
“Os crimes contra o sistema elétrico comprometem a qualidade do fornecimento e representam risco de acidentes graves, podendo causar oscilações e falta de energia, curtos-circuitos, cabos energizados partidos e até incêndios de grandes proporções”, afirmou.
O perito da Polícia Científica do Pará, Ayrton Alexander Andrade, destacou que as fiscalizações são essenciais para combater práticas ilegais que afetam diretamente a população.
“É necessário denunciar e fiscalizar para identificar irregularidades, responsabilizar os envolvidos e garantir mais segurança para a população”, disse.
Crime e riscos
O furto de energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal Brasileiro, com pena de dois a oito anos de reclusão, além de multa.
Quem compra, recebe ou comercializa materiais furtados, como cabos ou equipamentos da rede elétrica, também pode responder por receptação, cuja pena pode chegar a 16 anos de prisão, dependendo da situação.
Além de ilegal, o furto e a fraude no consumo de energia colocam a população em risco, podendo provocar choques elétricos, incêndios e interrupções no fornecimento.
Como denunciar
Casos suspeitos de furto ou fraude de energia podem ser denunciados de forma anônima pelos seguintes canais:
Disque-denúncia da Polícia Civil: 181
Central de atendimento da Equatorial Pará: 0800 091 0196
Site: www.equatorialenergia.com.br.
(Com informações da Equatorial Energia)
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