Paysandu vai à CBF e acionará a Justiça sobre decisão com o Náutico

Reprodução

Na manhã desta segunda-feira (9), o Paysandu emitiu em seu site oficial uma nota informando que o presidente Ricardo Gluck Paul viaja ainda hoje ao Rio de Janeiro, acompanhado de um grupo de advogados especialistas em Direito Esportivo, rumo à sede da CBF.

A razão da visita nada amigável é buscar explicações por parte da entidade máxima do futebol brasileiro sobre a conduta e a escalação do trio de arbitragem da decisão das quartas de final de domingo (8) contra o Náutico, no estádio dos Aflitos, em Recife. O jogo terminou com o placar de 2 a 2 no tempo normal e com a vitória do time pernambucano por 5 a 3 na decisão dos pênaltis dando o acesso ao Timbu.

A POLÊMICA

Aos 49 minutos do segundo tempo, Leandro Vuaden marcou pênalti para o Náutico em lance envolvendo dois jogadores do Paysandu na área – um cabeceou a bola no braço do outro. O que gerou discussão por ficar evidente na imagem que o lance foi involuntário, pois o braço do jogador bicolor estava junto ao corpo. O que não caracteriza a intervenção ilícita.  O Timbu, que pedia por 2 a 1, converteu a cobrança, igualou o placar e levou a decisão para os pênaltis, onde venceu e garantiu acesso à Série B de 2020.

Confira a nota na íntegra:

Após o time ser prejudicado por um gravíssimo e escandaloso erro de arbitragem, com ampla repercussão na mídia nacional e nas redes sociais, que prejudicou e causou a eliminação do Paysandu Sport Club no Campeonato Brasileiro da Série C, o presidente bicolor Ricardo Gluck Paul viajará nesta segunda-feira (9) para o Rio de Janeiro (RJ) em busca de providências judiciais, juntamente com um grupo de advogados especialistas em Direito Esportivo. O jogo da equipe paraense foi o único dos quatro do mata-mata da terceira divisão que não teve um representante da Fifa no apito.

Na noite do último domingo (8), o Paysandu vencia o Náutico-PE por 2 a 1, no Estádio dos Aflitos, em Recife, pela partida de volta das quartas de final da Série C. Porém, aos 49 minutos e 20 segundos do segundo tempo, de um jogo previsto para encerrar aos 50, o árbitro gaúcho Leandro Pedro Vuaden não aplicou a regra de maneira correta, embora estivesse muito próximo do lance, e marcou um pênalti inexistente contra o Papão. Depois de um cruzamento na área bicolor, Caíque Oliveira cortou de cabeça em direção contrária ao gol e a bola bateu em Uchôa, que estava com o braço totalmente colado ao corpo, sem tornar seu corpo maior de maneira antinatural. Além disso, a bola foi tocada por Caíque Oliveira na direção de Uchôa, ou seja, um próprio jogador bicolor, dentro da regra.

De acordo com a regra, não há infração se a bola tocar a mão ou braço de um jogador diretamente da cabeça ou do corpo do próprio jogador, incluindo o pé; diretamente da cabeça ou do corpo, incluindo o pé, de outro jogador que esteja próximo; se a mão ou braço estiver perto do corpo e não faça o corpo artificialmente maior; quando um jogador cai e a mão ou braço está entre o corpo e o solo para apoiar o corpo, mas não estendido lateralmente ou verticalmente para longe do corpo.

Na saída de campo, jogadores e integrantes da comissão técnica foram cercados por milhares de torcedores do Náutico que invadiram o gramado. O odontólogo do clube, Fernando Augusto, foi agredido durante a invasão. A equipe teve de descer para o vestiário escoltada por um cordão de isolamento feito por policiais militares, em um ambiente totalmente hostil e que colocou em risco a integridade física e até a vida de aproximadamente 30 profissionais.


No jogo de ida, o Paysandu já havia sido prejudicado com a não marcação de um pênalti cometido sobre o atacante Hygor Silva, que foi empurrado pelas costas pelo lateral-esquerdo adversário Willian Simões ainda no primeiro tempo do confronto disputado no Estádio Mangueirão, em Belém. O árbitro Anderson Daronco, que sofreu pressão do Náutico antes da abertura do mata-mata, mandou o jogo seguir.

Fonte: Dol 

Compartilhar essa matéria

Veja também

fechar