PF apresenta esquema inédito de segurança dos presidenciáveis

A PF destinou R$ 57 milhões ao trabalho de segurança dos presidenciáveis: R$ 32 milhões para a compra de equipamentos e R$ 25 milhões empregados em custos operacionais
Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal se antecipou e apresentou, diante do risco de elevada tensão nas eleições deste ano, na última semana, um esquema inédito de segurança para os presidenciáveis. O plano vai seguir uma metodologia que identificará possíveis ameaças a cada um dos postulantes ao Planalto, por meio de um grupo de inteligência de segurança a ser criado exclusivamente para esse fim. Serão destacados cerca de 300 agentes, que estão em treinamento específico para a missão.

A PF destinou R$ 57 milhões ao trabalho de segurança dos presidenciáveis: R$ 32 milhões para a compra de equipamentos e R$ 25 milhões empregados em custos operacionais. Os agentes receberão, individualmente, diárias de R$ 220 para capitais e R$ 170 para cidades do interior.

Os profissionais vão acompanhar os candidatos 24 horas. De forma inédita, cada campanha escolherá os coordenadores do esquema de segurança. Quanto à quantidade de agentes, será levada em consideração a posição do presidenciável nas pesquisas de intenção de voto e o histórico de ameaças que recebeu.

De acordo com policiais federais, o amadurecimento da instituição em padronizar as ações e a escolha por tornar a metodologia mais científica permitem mais segurança na atuação para todos os envolvidos, tanto candidatos quanto agentes.


Flávio Werneck, escrivão da PF e presidente licenciado do Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal (Sindipol/DF), relembra, porém, um aspecto fundamental, que é a escolha das chefias para o treinamento dos policiais. Conforme ele, o descolamento da política nesses comandos é fundamental para lidar com o tema. “A maior crítica que vem tendo é que a polícia tem de ser independente o suficiente para que não haja influências político-partidárias. As pessoas que trabalham nesses setores devem ter imparcialidade, principalmente nas chefias”, ressalta.

 

 

 

 

Com informações do Correio Braziliense

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