Após 15 dias desde que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) adotou uma série de medidas para recompor os preços do cacau do Brasil, como suspensão das importações do cacau africano, produtores do Pará ainda não viram melhora. A crise se prolonga, mas a expectativa é de que o fruto local seja valorizado, conforme os estoques das importações feitas cheguem ao fim e as próximas safras restabeleçam a competitividade.
Nesta quarta-feira (11), a Coopertuc, de Tucumã, registrou o preço a R$ 11,50 o quilo. Já a Camppax, de São Félix do Xingu, apontou o quilo a R$ 9. Pelas informações do Mercado do Cacau, a cotação estadual do Pará ficou em R$ 11,30, enquanto que a arroba da Bahia (15 kg) ficou em R$ 185 e a saca do Espírito Santo (60 kg) marcou R$ 740. O Pará responde por mais de 51% da produção nacional e tem as polpas e amêndoas reconhecidas, mundialmente, como de alta qualidade.

Enquanto em 2025 o cacau do Pará registrava preços que batiam a marca de R$ 60 por quilo, a poucos meses da Páscoa, os preços mal passam de R$ 10. Entre os motivos da queda brusca de preços está a abertura do mercado brasileiro para importações do fruto vindo da África, principalmente da Costa do Marfim. Essas importações, no entanto, foram suspensas após uma intensa mobilização dos produtores, com apoio do Governo do Pará. O cacau é uma commodity e o preço é influenciado por variações no mercado internacional.
Além de suspender as importações, outras medidas anunciadas pelo Mapa, no dia 11 de fevereiro, foram que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisasse as previsões de safra e do preço mínimo do cacau paraense; reavaliação do regime de “drawback”, que permite a entrada do cacau estrangeiro no país sem recolhimento de impostos, e das cotas de importação das amêndoas de cacau. Outro compromisso do Governo Federal é fortalecer as ações de promoção comercial, com foco na abertura e consolidação de novos mercados para o cacau brasileiro.
(Da Redação do Fato Regional, com informações de Mercado do Cacau)
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