@fatoregional_pa Um trecho da rodovia BR-222, entre Marabá e Bom Jesus do Tocantins, no Sudeste do Pará, foi interditado por povos indígenas nesta terça-feira (5). E há a ameaça à integridade de torres de transmissão de energia. As duas manifestações drásticas são as formas que indígenas dos povos Xikrin, Gavião e pelo menos mais 12 etnias encontraram para pressionar o Governo Lula a criar o Distrito Especial de Saúde Indígena (DSEI) Carajás. Na tarde desta segunda-feira (4), começaram a circular vídeos de indígenas ameaçando incendiar e derrubar uma torre de transmissão de energia, caso a pauta da mobilização de 14 povos não avance. Uma comitiva de indígenas representando as etnias está em Brasília e pressiona o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) a se posicionar sobre as demandas apresentadas. Já houve atos também na rodovia BR-153. “Já são 30 dias de mobilização dos povos indígenas Xikrin, Gavião e outros e não estamos de brincadeira. Queremos mais respeito por nossa saúde e aos povos indígenas do Pará. Vamos manter a BR fechada por tempo indeterminado. Queremos o nosso DSEI Carajás e não vamos parar enquanto o ministro não assinar a regulamentação do nosso DSEI”, disse um dos manifestantes, do povo Aikewara Sauruí, um dos 14 mobilizados na manifestação. Ao Fato Regional, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que a BR-222 está liberada. No entanto, dependendo do resultado da reunião prevista para esta terça-feira (5), um novo bloqueio pode ocorrer às 16h. Para autoridades, um dos maiores riscos é de dano à torre de transmissão, pois isso poderia deixar vários municípios do Pará sem energia por um período indeterminado. O Fato Regional tenta contato com a Funai, Ministério da Saúde para saber do andamento das negociações com os povos indígenas do Sudeste do Pará. O Fato Regional tenta contato com a Funai, Ministério da Saúde e Polícia Rodoviária Federal para saber do andamento das negociações com os povos indígenas do Sudeste do Pará. 📹 Redes Sociais fatoregional protesto povosindígenas



