O sul do Pará estão entre as regiões que exigirão maior atenção das autoridades ambientais durante o verão amazônico de 2026. A previsão de atuação do fenômeno El Niño, associada ao período tradicional de estiagem, levou o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) a montar uma força-tarefa nesta terça-feira (30) para reforçar o monitoramento e as ações de prevenção e combate às queimadas em áreas consideradas mais vulneráveis.
Entre os municípios classificados como prioritários estão Marabá e São Félix do Xingu, além de Altamira e Novo Progresso, localidades que registraram elevados índices de focos de calor nos últimos anos. A preocupação é que a combinação entre temperaturas elevadas, redução do volume de chuvas e baixa umidade do ar provoque um aumento expressivo dos incêndios florestais e das queimadas ilegais.

A mobilização foi anunciada após uma reunião estratégica coordenada pelo procurador-geral de Justiça, Alexandre Tourinho, que reuniu promotores e equipes técnicas para alinhar as medidas preventivas diante do cenário climático previsto para este ano.
Segundo o coordenador do Centro de Apoio Operacional Ambiental (CAO Ambiental), promotor José Godofredo Pires, os prognósticos indicam um cenário mais preocupante do que o registrado em anos anteriores.
“Este ano de 2026 é muito mais preocupante que os anos anteriores. Conjugado ao período da seca na Amazônia, com a redução dos índices pluviométricos e o aumento da temperatura já esperados, teremos a presença de fatores que poderão elevar drasticamente o risco de queimadas e incêndios florestais”, alertou.
De acordo com o MPPA, os alertas emitidos por instituições nacionais e internacionais de monitoramento climático apontam para a possibilidade de ocorrência de um El Niño entre moderado e severo. O fenômeno reduz a formação de nuvens e o volume de chuvas em parte da Amazônia, criando condições favoráveis para a propagação do fogo.
Além dos impactos ambientais, as autoridades demonstram preocupação com os efeitos diretos sobre a população. A fumaça gerada pelas queimadas pode agravar doenças respiratórias, principalmente entre crianças e idosos, enquanto a destruição da vegetação compromete a subsistência de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares. Como parte da estratégia, promotores de Justiça deverão acompanhar a implementação dos planos municipais de prevenção e combate às queimadas, cobrando medidas efetivas das prefeituras e fiscalizando as ações adotadas pelos gestores locais.
A operação contará ainda com o apoio técnico da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), que disponibilizará imagens de satélite e informações de monitoramento para subsidiar as equipes de fiscalização em campo e agilizar a resposta às ocorrências.


(Da Redação do Fato Regional)
Siga o Fato Regional no Facebook, no Instagram e no nosso canal no WhatsApp!












