O Sul e o Sudeste do Pará entraram em estado de alerta para o avanço das queimadas após o Pará registrar 115 focos de calor entre os dias 5 e 11 de julho e ocupar a 5ª posição entre os estados brasileiros com maior número de incêndios florestais no período. Os dados constam no boletim semanal de Monitoramento de Incêndios Florestais para Vigilância em Saúde, divulgado pelo Ministério da Saúde.
No ranking nacional, o Pará ficou atrás apenas de Tocantins, que contabilizou 227 focos de calor, Mato Grosso (181), Bahia (122) e Maranhão (119). Em todo o país, foram registrados 1.153 focos durante a semana analisada.
O levantamento também chamou atenção para a situação de Altamira, no sudoeste paraense, que apareceu como o 3º município brasileiro com maior número de focos de calor no período, com 30 registros. A cidade ficou atrás apenas de Paranatinga (MT), com 57 ocorrências, e Mateiros (TO), com 33.
Mesmo após o período analisado pelo boletim, a região continua registrando incêndios. Nesta semana, um foco em uma área de vegetação às margens da PA-275 mobilizou equipes de combate, reforçando o cenário de atenção para municípios do Sul paraense, onde o tempo seco favorece a propagação das chamas.
Além dos impactos ambientais, o Ministério da Saúde alertou para os riscos provocados pela fumaça. A exposição prolongada aos poluentes liberados pelos incêndios pode aumentar a incidência de problemas respiratórios e cardiovasculares, além de elevar o número de internações, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
O boletim informou ainda que o monitoramento tem como objetivo orientar as ações do Sistema Único de Saúde (SUS), reunindo dados sobre focos de calor, qualidade do ar e exposição à fumaça para subsidiar medidas de prevenção e atendimento à população.

Na semana analisada, cerca de 19,3 milhões de brasileiros viviam em municípios que registraram níveis de material particulado fino (MP2,5) acima do limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde por pelo menos dois dias consecutivos, evidenciando os impactos das queimadas sobre a qualidade do ar e a saúde pública.

(Da Redação do Fato Regional)
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