Tremor de terra de intensidade moderada é registrado em Parauapebas; é o 4º caso do Pará em 2025

Este já é o quarto caso de tremores de terra no Pará só neste ano, sendo todos em municípios da região Sudeste. Os últimos ocorreram no dia 28 de janeiro, em Tucuruí; 17 de janeiro, em Novo Repartimento; 9 de janeiro em Parauapebas. Em 2024, foram 9 registros nas regiões do Araguaia e Carajás. Para a USP e RSBR, foi o maior tremor já registrado em Parauapebas.
A cidade de Parauapebas, no Sudeste do Pará, onde o Centro de Sismologia da USP tem detectado atividade sísmica com alguma frequência, mas nenhuma realmente preocupante (Foto: Marcelo Lélis / Agência Pará / Arquivo)

Um tremor de terra, de magnitude 4.3 mR / escala Richter, ocorreu em Parauapebas, no Sudeste do Pará, às 4h02 desta quinta-feira (3). O abalo sísmico foi considerado de intensidade moderada pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). Há relatos de que as vibrações puderam ser sentidas em Canaã dos Carajás. Este é o 4º caso deste ano no estado.

O último tremor registrado foi em Tucuruí, no dia 28 de janeiro (2.9 mR). Os outros foram no dia 17 de janeiro, em Novo Repartimento (2.3 mR), e no dia 9 de janeiro em Parauapebas (2.8 MLv). Em 2024, como registra o Centro de Sismologia da USP, ocorreram 9 tremores nas regiões Sul e Sudeste do Pará, incluindo Canaã dos Carajás, Parauapebas, Bannach, Floresta do Araguaia.

“Tremores de terra nessa região são relativamente comuns e, geralmente, apresentam magnitudes entre 2 e 3”, diz o sismólogo do Observatório Nacional, Dr. Gilberto Leite. Pelo catálogo do Centro de Sismologia da USP, este foi o maior evento registrado próximo ao município de Parauapebas desde 1900. A RSBR explica que sismo de baixa magnitude são relativamente comuns no Brasil, geralmente causados por pressões geológicas movimentando pequenas fraturas na crosta terrestre.

(Foto: RSBR)

Por enquanto, a população das regiões Sul e Sudeste do Pará não deve ficar alarmada, já que os tremores nessas regiões são considerados normais e não entram em nenhum nível de alto risco. Já especialistas seguem monitorando a atividade sísmica dessas regiões e emitindo boletins e alertas, que devem ser levados em consideração pelas prefeituras e Governo do Estado para planejamento.

Entendendo a gravidade e força dos tremores de terra

A Sismologia utiliza duas mensurações da força de um tremor: a MLv (local e com profundidade até 50 metros) e a mR (regional, com raio de 200 a 1.500 quilômetros). A escala Richter, nome mais conhecido pela população em geral sobre a força de um terremoto, de 3.5 a 5.4, o sismo é considerado menor ou moderado. Entre 5.5 e 6.0 já pode provocar danos menores em edifícios bem construídos e graves em construções de baixa resistência a vibrações.

Um terremoto atingindo entre 6.1 e 6.9 na escala Richter, pode provocar devastações numa raio de 100 km a partir do epicentro. Entre 7.0 e 7.9, a intensidade dos danos e área afetada aumentam. Sismos acima de 8.0 podem provocar grandes danos em regiões localizadas a centenas de quilómetros em torno do epicentro. Tremores de 9.0 ou mais são excepcionais. O mais intenso já registrado atingiu 9.5, em 22 de maio de 1960, no Chile, provocando mortes e muita destruição.

(VICTOR FURTADO, da Redação do Fato Regional)


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