Duas pessoas morreram, na zona rural de São Félix do Xingu, após uma madrugada de confronto entre equipes do 36º Batalhão de Polícia Militar e um trio de suspeitos de roubos, tráfico e homicídios no Sul do Pará. O caso ocorreu no distrito de Ladeira Vermelha. Um dos mortos foi identificado pelo apelido de “Delacruz” e chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Já nas primeiras horas desta quarta-feira (11), um segundo corpo foi localizado e removido por uma funerária, que é de um adolescente. O terceiro envolvido na troca de tiros ainda não foi encontrado.
Tudo começou no final da noite desta terça-feira (10), por volta das 23h30. A equipe formada pelo sargento Bezerra e cabo Vieira recebeu uma denúncia de que três suspeitos de envolvimento numa série de crimes na região de Tucumã e Ourilândia do Norte teriam sido avistados no distrito de Ladeira Vermelha. Os policiais solicitaram apoio do subcomandante do 36º BPM, capitão Leymir, que foi acompanhado dos sargentos Neylton e Maciel. Uma rápida operação foi iniciada.

Os policiais encontraram os suspeitos numa casa cercada por mata. Quando se preparavam para a abordagem, como relataram os agentes, Delacruz, o adolescente e o terceiro suspeito reagiram com tiros. As equipes reagiram e vários disparos foram trocados. Moradores do distrito de Ladeira Vermelha contam que a situação provocou medo e preocupação com o silêncio da madrugada interrompido. O confronto seguiu pelo matagal. Nenhum policial se feriu.
Após os disparos cessarem, os policiais começaram a fazer buscas pelos suspeitos e localizaram Delacruz ainda vivo. Com ele e na casa onde estavam, foram encontrados um simulacro de arma de fogo, uma mochila contendo diversas porções de substâncias entorpecentes análogas à cocaína e maconha, um aparelho celular, um cartucho calibre 32 e uma motocicleta CG Titan 150 sem placa (chassi 9C2KC08107R149931). O suspeito baleado, suspeito de participar de uma facção criminosa que atua no Sul do Pará, foi para o posto de saúde do distrito e durante o atendimento.

O Fato Regional só trabalha com informações oficiais — repassadas por policiais e autoridades públicas ou que constem em boletins e registros oficiais de ocorrência —, respeitando o princípio da presunção de inocência. O espaço para a defesa de qualquer pessoa citada em casos policiais, se os advogados ou envolvidos acharem conveniente manifestar-se, sempre será garantido, com amplo direito ao contraditório.
(Da Redação do Fato Regional)
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