Tucumã: Falsos federais e cabo da PM presos por extorsão

Homens do 86º Pelotão da PM de Tucumã, pertencente ao 36º Batalhão de Polícia Militar de São Félix do Xingu, prenderam, no final da tarde de ontem, sábado, 13, Eduardo Alves da Silva, Fábio da Silva Azevedo e Francisco Hildebrando Sousa Maia, este cabo da PM. Eles foram pegos em flagrante acusados de extorsão mediante restrição de liberdade da vítima, associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo e uso de documento falso.

Conforme Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia de Polícia Civil de Tucumã, uma guarnição do 86º Pelotão, sob o comando do sargento Agenor, foi comunicada, por volta das 17 horas, de que estava ocorrendo naquele momento um crime de extorsão na cidade. De posse do endereço, os policiais rumaram para o local, uma residência.

Ao chegarem, identificaram a moradora como Valdirene Andréia dos Santos e, dentro da casa, o indivíduo Eduardo Alves da Silva, que se identificou como policial federal e disse que estava ali em operação. Porém, solicitada sua identificação funcional, ele não portava qualquer tipo de documento.

Momento em que Valdirene contou que foi abordada em uma área de garimpo por Eduardo mais dois homens, que também se identificaram como policiais, os quais encontraram com ela  49 gramas de ouro. Após o “flagrante” eles disseram que, se a mulher não lhes entregasse R$ 60 mil seria presa.

Valdirene, então, na companhia dos três se dirigiu até a casa dela, na área urbana, para efetuar o pagamento. Ao chegarem, Eduardo ficou com a mulher enquanto os outros dois saíram em um carro.

Cabo da Polícia Militar está preso em Ourilândia

Diante da história e da falta de documento que provasse que era agente federal, Eduardo recebeu voz de prisão e ordem para ligar para Fábio e Francisco Hildebrando e chama-los à casa da vítima. Assim que chegaram, os dois também receberam voz de prisão.


Com eles foram encontrados: uma imitação de pistola Taurus PT 24/7, quatro armas de fogo, duas espingardas, uma pistola calibre 380 Taurus PT 58 HC Plus, registrada no nome de Hildebrando, com cinco munições, e uma pistola calibre ponto 40 Taurus PT 940, com 10 munições, pertencente à Polícia Militar do Pará e cautelada para o cabo Hildebrando, além de quatro celulares e pouco mais de R$ 100,00.

O envolvimento do policial militar foi comunicado imediatamente ao segundo-tenente Leymir, que, após o flagrante lavrado na DP, conduziu o cabo Hildebrando preso ao quartel da PM em Ourilândia do Norte. Quanto aos demais também foram autuados pelo delegado Raphael Machado, e estão presos aguardando decisão da Justiça. Acumulados os crimes, cada um dos acusados pode pegar de 11 até 25 anos de cadeia.

 

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