Morre Leia Veloso, baleada pelo ex-marido, vereador e ex-prefeito de Ourilândia

Ilcicleia Alves Veloso, conhecida como Leia, estava internada em estado gravíssimo desde esta quarta-feira (3), quando foi atingida por disparos de arma de fogo durante uma reunião em um escritório de advocacia; caso passa a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio seguido de suicídio
Leia foi levada ao Hospital Municipal Jadson Pesconi, mas devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser transferida para o Hospital Regional da PA-279 (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

Foi confirmada, na tarde desta quinta-feira (4), a morte de Ilcicleia Alves Veloso, vítima de disparos de arma de fogo efetuados pelo ex-prefeito e vereador de Ourilândia, o médico Romildo Veloso e Silva, de 69 anos. A informação foi divulgada pelo Hospital Regional da PA-279 e pelo delegado titular da Polícia Civil de Ourilândia do Norte, Elioenai Silva de Jesus.

Ilcicleia, conhecida como Leia, estava internada em estado gravíssimo desde quarta-feira (3), após dar entrada inicialmente no Hospital Municipal Jadson Pesconi. No entanto, devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser transferida para o Hospital Regional da PA-279, onde estava em condição de morte cerebral. Até o final da manhã, ainda apresentava batimentos cardíacos e respiração, o que deixava a família com esperanças sobre uma possível recuperação.

Leia foi baleada durante um encontro com o ex-marido em um escritório de advocacia, onde os dois discutiriam os termos do processo de separação. De acordo com as investigações, assim que Romildo Veloso encontrou com a vítima no local, teria pedido que o advogado deixasse a sala para conversar a sós com ela. Em seguida, sem que a mulher tivesse como se defender, efetuou os disparos e, logo depois, atirou contra si próprio. Ele morreu ainda no local. A vítima foi encaminhada para atendimento médico, mas permaneceu internada em condição crítica até a confirmação do óbito.

Leia Veloso (à direita) e Dr. Veloso (à esquerda) estavam em processo de divórcio quando o crime aconteceu (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

Com a confirmação da morte de Ilcicleia, o caso passa a ser tratado oficialmente como feminicídio consumado seguido de suicídio, conforme prevê a legislação brasileira para crimes cometidos contra mulheres em contexto de violência doméstica ou por razões da condição do sexo feminino.

Pessoas próximas relataram que o casal estava separado havia cerca de três meses. Eles tinham filhos em comum, além de filhos de relacionamentos anteriores.

O caso segue sob responsabilidade da Delegacia de Polícia Civil de Ourilândia do Norte, que realiza os procedimentos para a conclusão do inquérito. Informações sobre o velório e o sepultamento de Leia ainda não haviam sido divulgadas até a publicação desta reportagem.

O Fato Regional só trabalha com informações oficiais — repassadas por policiais e autoridades públicas ou que constem em boletins e registros oficiais de ocorrência —, respeitando o princípio da presunção de inocência. O espaço para a defesa de qualquer pessoa citada em casos policiais, se os advogados ou envolvidos acharem conveniente manifestar-se, sempre será garantido, com amplo direito ao contraditório.


(Da Redação do Fato Regional)

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