Vacina de spray nasal é o caminho para o fim da pandemia de covid, apontam especialistas

Com o aumento gradativo de casos em todo o país, estudiosos apontam que são necessários dois avanços principais para acabar com a pandemia: criar vacinas que funcionem contra todas as variantes do vírus e uma vacina nasal.
Foto: Reprodução/Freepik

Especialistas indicam que o principal caminho para fim da pandemia de covid-19 seria um novo tipo de vacina que evita até a infecção pela doença: uma vacina em spray, aplicada diretamente no nariz, como um spray nasal.

Com o aumento gradativo de casos em todo o país, estudiosos apontam que são necessários dois avanços principais para acabar com a pandemia: criar vacinas que funcionem contra todas as variantes do vírus e uma vacina nasal.

O imunologista Jorge Kalil explica que o vírus da Covid entra pelas vias respiratórias e, num primeiro momento, fica no local, se multiplicando nas mucosas. Porpem, nesta região, os anticorpos, gerados pelas vacinas atuais não conseguem chegar. Ele explica que, mesmo que chegassem, ali não é o lugar deles, o que explica a necessidade de uma inovação: “Se você fizer uma vacina de spray nasal, você vai induzir uma resposta imune local no nariz”, diz.

O laboratório de Jorge Kalil no Instituto do Coração, em São Paulo, assim como outros grupos pelo mundo estão em busca de uma vacina que ataque o vírus logo de cara, impedindo que ele se multiplique. Desta forma, a pessoa vacinada não se contamina e nem dá tempo de transmitir o vírus, o que encerraria a pandemia: “Você elimina o vírus na entrada, porque as pessoas mesmo vacinadas atualmente podem ainda infectar o nariz e distribuir o vírus para várias outras pessoas”, explica Kalil.


Porém, o especialista destaca que enquanto a nova geração de vacinas não chega, as vacinas atuais ainda são nossa melhor defesa contra a covid, mesmo que possuam algumas limitações. A epidemiologista Denise Garrett destaca que “É um momento de cautela. E, nesse sentido, uso de máscara. Máscara em ambiente fechado, máscara em transporte coletivo. Não é hora de abandonar todas essas medidas de uma vez. Queremos, sim, voltar com a nossa vida, mas temos que usar de cautela”, diz.

 

 

 

Com informações do G1

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